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O AVS SAD desloca-se esta sexta-feira (20h15), ao terreno do Casa Pia, ainda à procura da primeira vitória no campeonato. Um objetivo há muito perseguido pela equipa, que João Henriques acredita ser possível alcançar já nesta jornada.
“O Casa Pia teve uma alteração técnica. O Álvaro Pacheco é um treinador que gosta de colocar intensidade nas equipas e isso acaba por funcionar como uma terapia emocional para os jogadores, o que é normal. É uma equipa da qual se esperava um campeonato mais tranquilo, porque tem um conjunto de jogadores de qualidade, mas isso não aconteceu como desejariam. Vamos encontrar um adversário com esse balão de oxigénio diferente. Tem bons jogadores e um treinador que conhece bem o nosso campeonato.”
Sobre o momento da equipa: “Não sinto pressão extra nenhuma. É a mesma pressão desde que entrei, mas temos consciência de que cada semana que passa vai encurtando a possibilidade de fazer mais pontos. O que vejo são os comentários das pessoas que acompanham os treinos: nem parece que o grupo está na posição em que está, pela forma como trabalha e pelo otimismo com que encara o jogo. Vamos a jogo com o mesmo sentimento, acreditando muito que a qualquer momento possamos ser mais felizes do que anteriormente. Os erros individuais são uma questão que temos de tentar controlar. Temos de estar 11 contra 11 o tempo inteiro, errar menos do que o adversário e fazer aquilo que trabalhamos durante a semana. Se conseguirmos isso, acredito que podemos trazer pontos deste jogo com o Casa Pia.”
Influência dos maus resultados: “Era muito bom para todos os rapazes que estão desde o início. Tem sido muito pesado para eles. Os jogadores acreditam, veem que têm capacidade, mas depois acaba o jogo e a frustração é enorme. É muito tempo sem vencer, já vem da época anterior. Os jogadores que transitaram da época passada sentem uma frustração enorme. Merecem ser felizes. São profissionais extraordinários, querem muito mudar o rumo dos acontecimentos e merecem essa felicidade. Uma vitória vai libertar mais o grupo e permitir fazer coisas muito boas neste campeonato. Olham para nós como condenados, mas aqui ninguém atirou a toalha ao chão.”
Motivação: “É muito tempo a levar pancada, mas continuo a acreditar muito. Até ao último apito da época vamos estar presentes em todos os jogos, competitivos e sempre a lutar pelos 3 pontos. Não ando a enrolar ninguém. Os jogadores sabem exatamente para que posição estão a trabalhar, é tudo muito claro. Existem incertezas sobre quem chega, mas quem chega é apresentado como alguém que vem para lutar pelo lugar, porque ninguém tem o lugar garantido. Por vezes é responsabilidade dos jogadores, outras vezes de quem está à volta deles. As expulsões pesam muito, como aconteceu com o Nacional e com o Arouca. Fomos penalizados fortemente por erros individuais que prejudicaram a equipa e que foram assumidos pelos próprios. Não olhem para nós como os patinhos feios, porque ainda vamos fazer coisas muito boas nesta época.”
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