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João Henriques: «Fui triplamente castigado injustamente»

João Henriques, treinador do AVS SAD
• Foto: Vítor Neno

O técnico João Henriques não contornou o favoritismo inerente ao Sp. Braga, mas deu corpo a uma ideia de crescimento do AVS SAD para justificar o plano de "conquistar pontos" e quebrar o enguiço que tem impedido os avenses de somar a primeira vitória no campeonato, até porque recusa-se a atirar a toalha ao chão no que diz respeito às complicadas contas da permanência.

Análise pragmática, contudo, sem impedir o treinador de dar corpo a todo o inconformismo que se gerou por força das consequência de ter sido expulso pelo árbitro Ricardo Baixinho no jogo frente ao Casa Pia, na última jornada, e que, naturalmente, impede o responsável de orientar a equipa no banco frente aos bracarenses.

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"Fui expulso pela primeira vez na minha carreira e continuo sem saber por que fui expulso e o mais interessante é que li o relatório e não foi isso que aconteceu. Há duas situações que são facilmente esclarecidas pelas imagens televisivas. A primeira é que não esbracejei, a segunda é que não vociferei, além de que as palavras que constam do relatório não correspondem à verdade. Infelizmente não temos qualquer tipo de defesa nestes casos, digo infelizmente porque somos um estado de direito, mas só há uma palavra e vale mais do que a minha. Acho que fui triplamente castigado injustamente por uma coisa que não fiz. Saí do jogo Casa Pia, tenho de pagar uma multa de 612 euros e não posso estar no banco frente ao Sp. Braga", justificou João Henriques, salientando que "é preciso repensar este problema": "Nunca fui expulso e nunca insultei um árbitro na vida. Não é a minha forma de estar, mas sei que também posso perder a cabeça e cometer um erro, mas não foi esse o caso. O Conselho de Disciplina analisa as coisas de uma forma muito superficial e quando o assunto é claro, é claro. As pessoas assumem o castigo e as multas, mas quando não é, como foi o meu caso, a minha palavra tem de valer tanto como a do árbitro, que escreveu coisas no relatório que não correspondem à verdade e isso é que é grave".

Desabafo de João Henriques, contudo, sem reflexos na estratégia alinhavada para a partida frente ao Sp. Braga, onde, após o empate averbado frente ao Casa Pia, o treinador alimenta a esperança de consumar o tão ansiado primeiro triunfo da época no campeonato.

"Temos vindo a crescer. Em Rio Maior realizámos 27 remates, um dado que comprova que a equipa continua a acreditar que a vitória está cada vez mais perto", asseverou João Henriques, reconhecendo a "sequência muito positiva do Sp. Braga sem sofrer golos": "O nosso adversário é claramente favorito, mas este é mais uma oportunidade de somar pontos e preparamo-nos bem para o conseguir".

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Emagrecimento obrigatório

A profunda reestruturação em curso no plantel avense também mereceu a atenção de João Henriques, com o treinador não só a assumir as aquisições de Mateus Pivô e Antoine Baroan, defesa e avançado que ainda não foram oficializados pelos avenses, como a projetar a aquisição de mais um extremo e, acima de tudo, a justificar a necessidade de emagrecimento que ditou a saída de oito jogadores.

"Quando cheguei o grupo tinha 31 jogadores e já tinha saído um elemento, pelo que era obrigatório emagrecer o plantel. Ter cinco jogadores para uma posição não é benéfico para ninguém porque os jogadores têm de se sentir úteis. Houve oito saídas, duas entradas e estão mais três contratações perto de serem fechadas. Foi um mercado muito bom", considerou João Henriques.

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Por Pedro Malacó
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