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O técnico João Henriques não contornou o favoritismo inerente ao Sp. Braga, mas deu corpo a uma ideia de crescimento do AVS SAD para justificar o plano de "conquistar pontos" e quebrar o enguiço que tem impedido os avenses de somar a primeira vitória no campeonato, até porque recusa-se a atirar a toalha ao chão no que diz respeito às complicadas contas da permanência.
Análise pragmática, contudo, sem impedir o treinador de dar corpo a todo o inconformismo que se gerou por força das consequência de ter sido expulso pelo árbitro Ricardo Baixinho no jogo frente ao Casa Pia, na última jornada, e que, naturalmente, impede o responsável de orientar a equipa no banco frente aos bracarenses.
"Fui expulso pela primeira vez na minha carreira e continuo sem saber por que fui expulso e o mais interessante é que li o relatório e não foi isso que aconteceu. Há duas situações que são facilmente esclarecidas pelas imagens televisivas. A primeira é que não esbracejei, a segunda é que não vociferei, além de que as palavras que constam do relatório não correspondem à verdade. Infelizmente não temos qualquer tipo de defesa nestes casos, digo infelizmente porque somos um estado de direito, mas só há uma palavra e vale mais do que a minha. Acho que fui triplamente castigado injustamente por uma coisa que não fiz. Saí do jogo Casa Pia, tenho de pagar uma multa de 612 euros e não posso estar no banco frente ao Sp. Braga", justificou João Henriques, salientando que "é preciso repensar este problema": "Nunca fui expulso e nunca insultei um árbitro na vida. Não é a minha forma de estar, mas sei que também posso perder a cabeça e cometer um erro, mas não foi esse o caso. O Conselho de Disciplina analisa as coisas de uma forma muito superficial e quando o assunto é claro, é claro. As pessoas assumem o castigo e as multas, mas quando não é, como foi o meu caso, a minha palavra tem de valer tanto como a do árbitro, que escreveu coisas no relatório que não correspondem à verdade e isso é que é grave".
Desabafo de João Henriques, contudo, sem reflexos na estratégia alinhavada para a partida frente ao Sp. Braga, onde, após o empate averbado frente ao Casa Pia, o treinador alimenta a esperança de consumar o tão ansiado primeiro triunfo da época no campeonato.
"Temos vindo a crescer. Em Rio Maior realizámos 27 remates, um dado que comprova que a equipa continua a acreditar que a vitória está cada vez mais perto", asseverou João Henriques, reconhecendo a "sequência muito positiva do Sp. Braga sem sofrer golos": "O nosso adversário é claramente favorito, mas este é mais uma oportunidade de somar pontos e preparamo-nos bem para o conseguir".
Emagrecimento obrigatório
A profunda reestruturação em curso no plantel avense também mereceu a atenção de João Henriques, com o treinador não só a assumir as aquisições de Mateus Pivô e Antoine Baroan, defesa e avançado que ainda não foram oficializados pelos avenses, como a projetar a aquisição de mais um extremo e, acima de tudo, a justificar a necessidade de emagrecimento que ditou a saída de oito jogadores.
"Quando cheguei o grupo tinha 31 jogadores e já tinha saído um elemento, pelo que era obrigatório emagrecer o plantel. Ter cinco jogadores para uma posição não é benéfico para ninguém porque os jogadores têm de se sentir úteis. Houve oito saídas, duas entradas e estão mais três contratações perto de serem fechadas. Foi um mercado muito bom", considerou João Henriques.
Técnico impedido de estar no banco frente ao Sp. Braga por ter sido expulso em Rio Maior
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