100 anos: Pedro Miguel

Terminou aos 31 anos, e com muito ainda para dar ao basquetebol português e ao Benfica, uma brilhante carreira, atestada pela conquista de cinco títulos nacionais, nove Taças de Portugal, cinco Taças da Liga e cinco Supertaças. E ainda envergou por 105 ocasiões a camisola das quinas. Uma grave lesão na cartilagem do joelho direito traiu o grande percurso daquele que foi, sem margem para dúvidas, um dos melhores bases do Benfica e do básquete luso. A sua ausência ainda hoje é sentida no seu clube do coração e na selecção nacional, mas ninguém esquece o seu jogo cerebral, a inteligência em movimento, a classe pura e a capacidade de liderança manifestada em campo. Pedro Miguel era o prolongamento das ideias do treinador dentro de campo, o estratego nato, como tantas vezes frisou Mário Palma, o treinador que mais e melhor tirou partido deste grande "playmaker". Considerado uma das grandes referências do Benfica na última década, os sócios encarnados ainda hoje podem desfrutar da presença de Pedro Miguel, agora no papel de secretário-técnico das águias.

Com pronúncia do Norte

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Portuense de gema (é natural do típico bairro da Sé), Pedro Miguel vive desde os 20 anos em Lisboa, mas nunca perdeu o inconfundível sotaque do Porto, que utiliza sempre com muita graça e sentido de humor. Começou nas escolas do Vasco da Gama, mas aos 17 anos mudou-se para o FC Porto. Três épocas depois realizou um sonho: representar o Benfica, o clube do seu coração. Lá em casa eram todos portistas, mas foi a sua falecida mãe a incutir-lhe a paixão benfiquista. Até hoje.

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