100 anos: Rui Águas

100 anos: Rui Águas
• Foto: D.R./Record

Tinha um nome que excedia, em importância, a sua própria ambição. Começou por ser o filho de José Águas, acabou como referência de uma determinada época no futebol português. No Benfica jogou sete temporadas, suportado em contabilidade que, não sendo exuberante, é digna do ponta-de-lança altruísta que sempre foi: 173 jogos e 77 golos. Do pai José herdou a excelência do jogo de cabeça, ao seu próprio temperamento foi buscar o perfil de lutador indomável. Rui Águas cresceu ao ritmo dos estímulos. Era um grande jogador escondido atrás do aparente desinteresse em assumir-se como grande estrela, mas no momento certo deu sempre a resposta adequada. Em conflito com os dirigentes da altura, saiu para o FC Porto (1988); por saber que a Luz era a sua casa, voltou dois anos depois. Sempre com coragem e, mais importante para o caso, sempre enquadrado pelo sucesso.

Os célebres golos ao Steaua

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Decorria a época 1987/88 e o Benfica jogava na Luz, com o Steaua de Bucareste, a presença na final da Taça dos Campeões Europeus. O empate a zero obtido na Roménia abria boas perspectivas para a noite de 20 de Abril de 1988. Num estádio a abarrotar - estavam mais de 120 mil pessoas -, Rui Águas recuperou a memória das noites europeias em que o pai foi herói e, mercê de dois espectaculares golos de cabeça, colocou o Benfica na grande final. Inesquecível.

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