José Azevedo, director do Varzim durante muitos anos e um dos autores do hino do clube, para além de ter sido o criador dos prémios “Lobos do Mar”, ainda se recorda que foi por causa de uma garrafa de Super Bock que o Varzim desceu de divisão! Aconteceu num jogo com o Benfica, no qual um dos fiscais de linha foi atingido por uma garrafa lançada da bancada, o que determinou a interdição do estádio.
“Fomos para a 2.ª e, a partir desse momento, andámos num sobe e desce. Ainda hoje está por saber quem foi o tipo com pontaria que lançou a garrafa”, desabafa este varzinista de gema que já escreveu três livros sobre a epopeia dos pescadores poveiros e sobre o aqueduto que, antigamente, abastecia de água Vila do Conde e a Póvoa de Varzim.
Vendo o seu clube “numa situação muito complicada”, considera que os sócios e adeptos do Varzim estavam habituados “a fazer vida de rico com carteira de pobre”.
A crise que é um facto atribuía em parte à fuga de alguns adeptos para os popularíssimos campeonatos interfreguesias, situação que afastou muitos adeptos ligados à faina do mar e da terra do clube. “Os jogadores com valor da terra também não têm aparecido”, reconhece. “Temos é de pensar em fazer tudo para evitar que este ano o Varzim desça”, é o objectivo que define.