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António Silva: «Reforços estrangeiros deviam ir diretamente do aeroporto para o Museu do Benfica»

António Silva é um dos capitães do Benfica
• Foto: David Cabral Santos

Desde os 10 anos a viver no Benfica Campus, António Silva assume-se como um benfiquista ferrenho, não só pelo contexto em que cresceu, mas também por influência do pai e irmão mais velho, também eles adeptos encarnados.

Na entrevista ao canal de YouTube de João Oliveira, conhecido no meio digital como 'JOliveira10', o central abriu o coração sobre a importância do Benfica na sua vida.

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“Sou um benfiquista doente por influência do meu pai e do meu irmão que é 3 anos mais velho do que eu e sempre me passou esse bichinho do clube. Após passar 10 anos da formação do clube, sempre tive o feeling que ia conseguir jogar na equipa A do Benfica. Quando o consegui, foi dos momentos mais especiais da minha vida, senão o mais especial. Saí com 10 anos de junto da minha família com o sonho de jogar na equipa A do Benfica. Concretizar esse sonho foi tudo, não só para mim, como para a minha família. Deixara-me com 10 anos seguir o meu sonho. O culminar disso tudo é eles irem ao fim de semana ao estádio e verem-me jogar.”

Nas derrotas, António Silva garante que sofre o mesmo que os adeptos: “Eu consigo meter-me no papel dos adeptos. Quando chego a casa após um jogo, falo com o meu pai e com o meu irmão. Eles são benfiquistas da mesma maneira que tu és e eu sou. Temos perfeita noção dessa insatisfação. Os jogadores portugueses e os estrangeiros que estão há mais tempo na equipa sentem isso. Os estrangeiros que chegam ainda não têm noção para o que vêm, mas passado umas semanas começam a perceber a grandeza do clube”, disse António Silva.

Para o central, os reforços estrangeiros percebem a dimensão do Benfica quando chegam pela primeira ao Benfica Campus: “Penso que é no momento em que entram no centro de estágio. Olham para as infraestruturas e dizem logo que é o melhor que há, que não existe em mais lado nenhum. Costumo dizer que deviam sair diretamente do aeroporto para o Museu para verem a grandeza do clube. Devem perceber as 7 finais europeias, das duas Ligas dos Campeões e das lendas como Eusébio ou Chalana. Eles também percebem a grandeza do clube quando jogam no Estádio da Luz e percebem que a exigência é máxima.”

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Por Rafael Godinho
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