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Scaloni sem palavras para Messi: «Não sei o que dizer mais... Não sei se será suficiente»

Selecionador argentino muito satisfeito com a vitória sobre a Áustria (2-0) e passagem aos 16 avos do Mundial

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Lionel Scaloni reage no banco de suplentes da Argentina
Lionel Scaloni reage no banco de suplentes da Argentina • Foto: Lusa/EPA
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Lionel Messi voltou a brilhar pela seleção argentina esta segunda-feira, desta feita com o 'bis' apontado na vitória por 2-0 frente à Áustria. No final da partida, o selecionador Lionel Scaloni assumiu que já não tem palavras para qualificar o astro e reforçou que, neste Mundial, "não há favoritos".

"Creio que hoje, quando a equipa estava a sofrer sem ter a bola, [Messi] trabalhou, roubou a bola no golo, nota-se que está comprometido. Isso é por alguma coisa. O que gera é impressionante. Não sei o que dizer mais... Não sei se será suficiente. Estou contente pela exibição do Leo, sobretudo porque voltou a marcar, e da equipa. Quando é preciso sofrer, a equipa sabe fazê-lo. Hoje, em vários momentos, e mesmo que eles não nos tenham criado oportunidades, não tivemos a bola. Sofremos, mas sabemos sofrer, e isso é mérito da equipa, mesmo que se possa fazer melhor. A equipa tem o mérito de saber o que fazer a cada momento", frisou, logo após o apito final do árbitro Amin Omar.

No entanto, assume, o início... não foi aquele que idealizava: "O penálti falhado não deixa de ser um golpe. Todos tivemos a sensação de que, se tivesse sido golo, ia ser diferente, mas a equipa voltou a criar oportunidades. Quando se ativa Leo, ativam-se todos, e isso é mérito também da equipa. Estou contente com a qualificação, porque asseguro que não foi fácil. Foram dois jogos complicados. Falta um jogo e a ideia é dar a possibilidade a que a maioria possa jogar".

Questionado sobre a possibilidade de vir a encaixar ainda mais craques no onze inicial, Scaloni frisou que tudo se trata de "equilíbrio": "Ficaria encantado por encaixar Lautaro, Julián [Álvarez] e Leo [Messi], mas, se perdemos o equilíbrio, podemos ficar vulneráveis e não é essa a ideia. Gostava, mas a equipa está em primeiro lugar. Eles entendem e estão a aceitá-lo o melhor possível. Há muitas seleções que podem ser campeãs mundiais. Sete ou oito seleções vão competir por isso. Não há favoritos. Nós estamos preparados para a luta, mas vai ser duro para todos", concluiu.

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