O clássico da Luz, entre Benfica e FC Porto, ficou marcado pela emoção, com golos de rajada na primeira parte e muita luta mas, no final, as queixas portistas em relação ao trabalho do árbitro João Ferreira acabaram por concentrar atenções.
E, apesar de alguns foras-de-jogo controversos, foi a entrada de Maxi Pereira às pernas de João Moutinho, aos 86’, a fazer correr mais tinta. O treinador dos dragões, Vítor Pereira, foi veemente nas críticas. “O Maxi Pereira não pode acabar este jogo. Fez uma agressão nítida, que é para vermelho direto”, afirmou o técnico, que contou com o apoio do presidente Pinto da Costa, também muito crítico com a arbitragem.
Mesmo não sendo uma ação com influência direta no resultado – o 2-2 final foi construído nos primeiros 17 minutos da partida –, a dura falta cometida pelo internacional uruguaio constituiu um dos destaques do encontro no Estádio da Luz. A decisão de João Ferreira – exibiu o cartão amarelo a Maxi – acabou por merecer sérios reparos, não só dos responsáveis portistas como também da maioria da imprensa depois da partida.
Desacordo
Mas, a verdade, é que não existe unanimidade. Se nos jornais parece claro que o benfiquista acabou por beneficiar de alguma benevolência do árbitro, o painel ontem consultado por Record é de outra opinião. A maioria (54,8%) defende que o árbitro agiu bem ao não expulsar Maxi, enquanto 45,2% consideram que o defesa deveria ter visto o vermelho direto.