A eliminação da Liga dos Campeões, que acabou com Roger Schmidt a criticar a arbitragem, já lá vai, mas, de cabeça fria, o treinador não muda uma vírgula: mantém-se anti-VAR e deu uma explicação mais aprofundada ao referir que vê demasiadas decisões incoerentes.
“A minha afirmação foi um pouco influenciada pelo que aconteceu nos últimos três jogos [os dois frente ao Inter e a visita a Chaves]. Podíamos ter contado com um penálti em cada um, mas também está relacionada com a minha opinião. Estive na China e na Holanda com VAR e agora também. Se me perguntassem: o futebol deveria ou não continuar a ter VAR? Diria que não”, começou por assumir.
O treinador, de 56 anos, sente-se frustrado quando os árbitros não aproveitam a tecnologia para reverter os erros. Ciente de que as falhas irão sempre acontecer, o alemão prefere ver os juízes principais com mais responsabilidades. “Há muitas decisões diferentes. Às vezes o VAR interfere, noutras não. Às vezes a comunicação com o árbitro existe, noutras não. Daria toda a responsabilidade de novo para os árbitros, deixando-os que tomem as suas próprias decisões. Não estarão sempre certos, mas também erram com o VAR”, frisou, dando o exemplo da recente visita ao Inter.
“É mais frustrante termos o VAR e vermos decisões erradas. Se não houvesse penálti [lance entre Lautaro e Aursnes, na segunda parte], diria que era difícil ver a falta e aceitava. Mas é frustrante quando há VAR e ninguém vai procurar a decisão certa. Aceito que continue a ser usado, mas não gosto”, atirou.
Por outro lado, Roger Schmidt preferiu recusou responder ao ser questionado se o FC Porto estava a pressionar os árbitros. “Não tenho comentários a fazer”, disse, após o Conselho de Disciplina da FPF ter instaurado processos disciplinares a Sérgio Conceição e Vítor Baía, na sequência de uma participação efetuada pelo Benfica.
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