Escândalo de arbitragem? José Mourinho elogia "capacidade de limpeza" dos italianos

José Mourinho
• Foto: Lusa/EPA

Numa altura em que o futebol italiano está mergulhado num novo escândalo, José Mourinho elogiou a capacidade de "fazer limpeza" dos transalpinos. Isto quando, na entrevista à 'Gazzetta dello Sport', lhe recordaram que sempre foi muito crítico com os árbitros.

"O futebol é igual em qualquer lugar. A diferença é que vocês [italianos], comparados a outros, têm a capacidade de fazer limpeza de vez em quando”, registou o Special One, que treinou Inter Milão (2008/09 e 2009/10) e Roma (2021/22 a 2023/24).

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O mais recente escândalo tem como protagonista Gianluca Rocchi, responsável da arbitragem italiana. De acordo com as informações partilhadas pela justiça italiana, a principal intenção de Rocchi, que é acusado de fraude desportiva, seria nomear árbitros que agradassem mais ou que fossem mais favoráveis ao Inter Milão. Mas também terá alegadamente pressionado árbitros para tomarem decisões que beneficiassem os nerazzurri.

Sem falar do seu presente e futuro profissional, Mourinho recorda, nesta entrevista, a sua passagem por Milão, nomeadamente as conquistas (campeonato e Champions), festejadas na praça Duomo, e conta que o desejo de ser treinador começou... assim que veio ao Mundo. "Eu nasci em casa e, nesse dia, o meu pai, que era jogador, tinha um jogo. Assim, no momento do parto, ele chegou com todos os companheiros de equipa, viu-me e depois foi jogar. Talvez tenha sido por isso que decidi ser treinador.”

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Mourinho, que se aventurou como treinador principal depois de ter sido assistente de Louis van Gaal, partilhou a sua visão sobre algumas questões do futebol. Desde logo, se faz sentido o debate entre quem privilegia as boas exibições e os resultadistas. "O 'joguista' vencedor agrada-me, o 'joguista' perdedor não", atirou. E o que pesa mais, as ideias do treinador ou a qualidade dos jogadores? “Contam ambas. No entanto, a qualidade dos jogadores é mais importante”, admitiu. Por fim, perguntaram-lhe com quem se tornou mais tolerante com a idade. "Com os outros, sim, comigo próprio, não."

Por Nuno Martins
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