Mario Götze tem acompanhado Roger Schmidt na aventura de ambos no PSV Eindhoven. Chegaram os dois à Holanda em 2020 e desde então o criativo alemão tem elogios a fazer ao futuro treinador do Benfica.
"Ele ajudou-me muito. Achei interessante ver como ele adaptou o conceito da Red Bull à sua filosofia e como ele organiza os treinos e como quer jogar. Pressão alta, defender o mais à frente possível, jogar o mais alto possível no meio-campo adversário... O Roger [Schmidt] é ainda mais radical nisso do que o Pep Guardiola", reiterou em entrevista ao podcast 'Kicker meets DAZN' depois de ter trabalhado com os dois treinadores: com Guardiola no Bayern Munique e neste momento está com Schmidt no PSV.
Götze revelou que o técnico alemão "planeou algo importante" para ele na Holanda e por isso se decidiu a experimentar outro futebol, após passagens por Borussia Dortmund e Bayern Munique. Encontrar Guardiola era um objetivo e foi alcançado na Baviera.
"Eu tinha expectativas de o ter como treinador desde o seu tempo com o Barcelona e ele mais do que as cumpriu. A cultura de desempenho que ele colocou na equipa, tanto nos jogos como nos treinos: isso foi muito bom e definitivamente exaustivo. Mas com o Klopp também foi assim. A este nível não pode ser diferente, explicou, o antigo pupilo do também agora treinador do Liverpool.
O homem que decidiu o Mundial a favor da Alemanha em 2014, no prolongamento ante a Argentina (1-0), falou sobre o futuro e garantiu que quer ficar a jogara no continente europeu para já.
"Não há planos a médio ou longo prazo, o futebol é muito difícil e dinâmico para isso, mas a minha ideia é jogar na Europa o máximo que puder e divertir-me - e depois, talvez, ir para os Estados Unidos. Seria ótimo", revelou o jogador de 29 anos e que tem contrato até 2024 com o PSV.
Por Flávio Miguel Silva