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Jaime Rodrigues Antunes nasceu há 49 anos, em Ourém. É economista e actual sócio-gerente da BIT, Sociedade Editora, sócio-gerente da Esfortur – Investimentos Imobiliários e Turísticos. Antunes também é sócio e gerente não executivo da Inforfi, Informação Financeira, e integrou, com Bagão Félix e João Loureiro, a comissão responsável pela última revisão dos estatutos do Benfica.
O candidato à presidência do Benfica é licenciado em Economia pelo Instituto Superior de Economia de Lisboa, com pós-graduação em Mercados.
Antunes foi jornalista na área económica até 1994, no “Jornal do Comércio”, “Expresso”, Rádio Comercial, Rádio Renascença, TSF, ANOP (actual Lusa), agência Lusa, RTP, “Semanário Económico”, “Diário Económico” e “Expansão”. Como gestor de empresas de Comunicação Social, o candidato à presidência do Benfica foi director de informação da ANOP entre 1984 e 86, director do “Semanário Económico” desde a sua fundação até 1990, e de 1993 a 94. Foi ainda director do “Diário Económico” desde a sua fundação até 1994, excepto entre 1992/93, e director da revista “Expansão” desde a fundação e até Julho de 1994.
Quatro anos mais tarde, o insucesso chegou ao cardápio de Jaime Antunes, através da criação do jornal “Manhã Popular”, projecto editorial fracassado em pouco tempo.
Em 2001 adquire a Esfortur – Investimentos Imobiliários e Turísticos.
Garante que existe uma alternativa
Jaime Antunes perfila-se como alternativa a João Vale e Azevedo na Direcção do Benfica, erguendo críticas e reclamando "eleições imediatas". Sem nunca o assumir, o actual candidato ao cadeirão maior da Luz apresentava-se já como sucessor "credível".
"Os benfiquistas não têm de recear um vazio de poder." No mesmo dia em que disse estas palavras, Antunes foi muito contundente sobre a gestão de Vale e Azevedo, que catalogou como "desastre", e tirou da cartola o desafio eleitoral. Voltou a terreiro para demolir a gestão de um líder, até ali, quase incontestado. "No futebol resta-nos lutar pelos terceiro e quarto lugares (...) António Simões e Nelo Vingada, as duas únicas pessoas da equipa técnica que conheciam o futebol português [Souness era o treinador principal] foram afastadas (...) Perante tudo isto não poderia permanecer impávido." Antunes dera tréguas a Vale, um mês antes (em 7 de Abril), quando o campeonato ainda estava em jogo.
Manifesto condena gestão de Vilarinho
Após o benefício da dúvida que concedeu a Manuel Vilarinho, pela tentativa de recuperar o Benfica, Jaime Antunes apresentou, juntamente com outros oposicionistas, um manifesto de críticas à gestão encarnada. Foi em Junho do ano passado que se esgotou a paciência do actual candidato à presidência.
"Falta clareza nesta gestão", invocou, a par dos críticos de sempre - João Carvalho, Manuel Boto, Ribeiro e Castro e Vasco Pinto Leite. A gestão da SAD e o trabalho de Vieira no futebol foram fortemente postas em causa (George Jardel foi o exemplo). "Que papel desempenha Luís Filipe Vieira no Alverca? Não queremos acreditar que é fornecedor e comprador de jogadores no Benfica. Há aqui pouca transparência", disse João Carvalho, assumindo as hostilidades. Antunes falou de "inflexão" na política, mas conteve os ímpetos.
Contra a cooptação de Luís Filipe Vieira
Há um ano, Jaime Antunes voltou a assumir um papel crítico face a Luís Filipe Vieira. O agora candidato a presidente secundou, em 30 de Outubro de 2002, um pedido de Vítor Santos ("Bibi") para suspender a Assembleia Geral de accionistas destinada a cooptar Luís Filipe Vieira como administrador e presidente da Benfica SAD.
Nesse dia conseguiu o triunfo de ver suspensa a AG que pretendia elevar Vieira a um dos cadeirões mais apetitosos do universo encarnado. Juntamente com accionistas como Vasco Pinto Leite, João Carvalho e Manuel Boto fez funcionar a oposição e criou um contratempo ao regime. Em nome de todos, "Bibi" reclamou que o relatório e contas da SAD não fora apresentado nos quinze dias anteriores à realização da assembleia; o desconhecimento dos currículos dos dois administradores cooptados (Teresa Claudino e Luís Filipe Vieira); e a ausência do presidente do accionista de referência, Manuel Vilarinho (por motivos de saúde).
Silenciado na AG de Vale e Azevedo
A Assembleia Geral do Benfica sobre a constituição da SAD desabou em protestos contra Jaime Antunes, em Março de 2000. Pressão, gritos e insultos contrariaram o espírito democrático que os portugueses sempre atribuíram ao clube do povo. O sócio 43 534 foi impedido de expressar opinião.
Era um momento essencial para o clube e decisivo para o futebol. A SAD de Vale e Azevedo fora constituída numa noite de Fevereiro, e notariada a preceito, contra a expectativa da maioria. Jaime Antunes quis cravar o dedo na ferida, mas a AG saiu-lhe pela culatra. Ouviu de tudo, não falou, e restou-lhe a solidariedade de Luís Tadeu, Torres Couto, Adriano Afonso, e Vasco Pinto Leite. "Lamento profundamente que Jaime Antunes não tenha conseguido expor os seus pontos de vista", afirmou Pinto Leite. A SAD foi ratificada.