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Jorge Jesus diz que não se sentiu "querido" no Benfica e lembra Pizzi: «Quiseram crucificá-lo»

• Foto: Vítor Chi

Jorge Jesus garantiu que não saiu do Benfica em dezembro devido a problema pessoais com jogadores, nomeadamente Pizzi, mas admitiu que "não se sentiu querido" na segunda passagem na Luz. Numa entrevista ao Canal 11, o treinador do Fenerbahçe elogiou Rui Costa e Lourenço Coelho, considerando que as águias têm esta época boas hipóteses de chegarem aos títulos. Roger Schmidt também mereceu palavras: "Traz ideias diferentes."

Saída do Benfica: não sentia que podia conseguir os objetivos a que se tinha proposto?

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"Foi uma tomada de decisão minha, não fiz nada que não tivesse já feito noutros clubes. Estávamos a 4 pontos do FC Porto e do Sporting e na final four da Taça da Liga. A única em que fomos eliminados foi na Taça de Portugal e em que deu polémica onde eu não estava. Se estivesse não tinha acontecido, sem dúvida. Não me senti querido. O que sou na Europa devo-o aos seis anos no Benfica, senti sempre que era querido mas penso que não voltei no momento certo ao Benfica, com a pandemia que era novidade em todo o mundo. Não estou nada arrependido, não saio magoado nem triste, zero. Sempre tive bom relacionamento com jogadores, ao contrário do que disseram. Quiseram crucificar o Pizzi, mas nada disso é verdade. Há normalmente sempre situações entre jogadores e treinadores, acontece em todas as equpas que trabalhei, mas resolve-se com facilidade. Achei que devia sair mas não teve a ver com os jogadores. Agora é fácil dizer que se lá estivesse o Benfica não tinha aquela classificação, mas o Benfica tem grandes jogadores e o Benfica é sempre candidato ao titulo, mas eu acredito muito no Lourenço Coelho. Trabalhou seis anos comigo e conheço perfeitamente as suas ideias. Benfica tem tudo para voltar a ser campeão."

Relação com Rui Costa foi abalada?

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"Não. É o presidente certo para o Benfica, vai ter êxito, tem tudo para dar certo."

Já defrontou Roger Schmidt muitas vezes o que pode trazer?

"Traz ideias diferentes, é um treinador que tem mais conhecimento de alguns jogadores estrangeiros que algum técnico português. Traz uma novidade logo aqui. Não conheço como trabalha, conheço pelas vezes que o defrontei mas não tenho capacidade para analisar a sua qualidade de trabalho."

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Porque acha que Everton Cebolina não atingiu a dimensão que teve no Brasil?

"Quando o fui buscar era um jogador feito, de seleção e que não deixava dúvidas e com um futebol de muito talento. No Flamengo joguei várias vezes contra o Grémio e tivemos atenção ao espaço em que podia jogar. Demorou algum tempo a adaptar-se ao Benfica e à forma como queria que ele jogasse sem bola. No segundo ano no Benfica, quando apostei num 3x4x3 tinha muito a ver com ele e com o Rafa. São jogadores que não defendem muito e eu quis dar-lhe liberdade e foi aí que jogou melhor. Optou por sair para o Flamengo. Apesar de não estar a jogar, o talento está lá e vai conseguir voltar às suas qualidades individuais."

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