Kökçü assume dificuldades de adaptação a Portugal: «Queria ser transferido...»

Kökçü e jogador do Sporting em negociação com o Besiktas em Lisboa
• Foto: Vítor Chi

Orkun Kökçü concedeu uma longa entrevista ao canal turco TRT Sport na qual, entre outros assuntos, abordou a saída do Benfica no verão. O médio lembrou a discussão com Bruno Lage no Mundial de Clubes e assumiu que queria mesmo sair do clube da Luz por ter sentido dificuldades de adaptação a Portugal.

"No verão, discuti com o treinador [Bruno Lage] no Mundial de Clubes. Na verdade, passei bons momentos no Benfica, mas tive dificuldades na vida pessoal. Não consegui encontrar o meu ritmo. Queria ser transferido e falava sempre sobre isso com o meu pai. O mais importante para mim na vida é ser feliz. Vivi dois anos em Portugal. Na Holanda, sinto-me à vontade, tenho a minha família e os meus amigos. A vida corria bem. Em Portugal, deparei-me com a realidade e isso foi um pouco difícil. Falei com o meu pai e a minha família e ponderámos todas as opções", começou por referir.

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E acrescentou: "Quando o Besiktas apareceu não pude recusar. Quando era pequeno, sonhava com o Besiktas. Não sou o tipo de pessoa que pensa apenas em construir carreira. No final tudo se esquece. Queria ir para um lugar onde fosse feliz. Estou feliz no Besiktas. Às vezes escrevem que estou infeliz, mas não é verdade. Os resultados e o desempenho têm de ser melhores. Quando isso acontecer, ficarei ainda mais feliz".

Kökçü revelou ainda que recebeu outras propostas, incluindo de clubes da Arábia Saudita: "No verão, houve equipas que me procuraram, mas disse ao meu pai para não me contar tudo, apenas as ofertas sérias. Havia ofertas da Arábia Saudita e da Europa, mas achei que o lugar onde seria feliz era no Besiktas".

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O internacional turco disse ainda que já aprendeu a lidar com os comentários sobre os valores pelos quais foi transferido: "É cansativo. No final das contas, é normal que se fale sobre isso, é a realidade do futebol, mas sinceramente não dou importância. Sei o que sou capaz de fazer. Todos falam. Aprendi isso no Feyenoord e no Benfica. Todos falam, mas faço o que si, confio em mim mesmo e sigo em frente. Não vejo muito as redes sociais".

Por Teresa Dinis Oliveira
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