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Luís Filipe Vieira "furioso e combalido" arrasa exibição do Benfica: «É muita porrada junta...»

Luís Filipe Vieira "furioso" com exibição do Benfica frente ao St. Gallen
• Foto: Miguel Lemos/Movephoto

Luís Filipe Vieira mostrou-se "furioso" com a exibição do Benfica na derrota diante do St. Gallen (1-2), na 1.ª mão da 2.ª pré-eliminatória da Liga Europa. Em entrevista à Antena 1, o antigo presidente das águias frisou, no entanto, que prefere não desenvolver muito o assunto pois, caso contrário, seria capaz "de dizer algumas coisas que iriam chocar muito".

"Sou um dos muitos desiludidos, mas que quer estar em silêncio neste momento. E quando tiver de falar... Se isto continuar assim, logicamente irei falar. Mas até lá, vamos estar sossegados para haver estabilidade no Benfica. Então com resultados destes, exibições destas... E com as contratações que vamos vendo, ainda mais vamos ficando furiosos e combalidos. É muita porrada junta...", começou por dizer.

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E prosseguiu: "Nem quero falar do Benfica neste momento senão era capaz de [dizer] algumas coisas que chocavam muito. Continuar calado e sofrer, que é o que a maioria dos benfiquistas está a fazer neste momento. Acho que não há um grau exigência até da massa associativa, parece que está tudo acomodado. Ganhar ou perder, está tudo bem. Mas uma das coisas que me custa ouvir no Benfica é o 'para o ano ganhamos'. E a massa associativa parece que se acomodou também. O grau de exigência deixou de existir. Tanto na equipa como também nos sócios, já não há exigência. Eu lembro-me quando perdia um jogo, era terrível. O que tínhamos de ouvir... Hoje as pessoas habituaram-se".

A fechar, Luís Filipe Vieira deixou rasgados elogios ao novo selecionador nacional, Jorge Jesus, com o qual trabalhou no Benfica: "Conheço-o profundamente bem, é um super profissional. Não sou só eu a dizer, também os jogadores que trabalharam com ele. É uma escolha acertada. E temos um selecionador português novamente, que é muito importante. O Jorge tem toda a capacidade para fazer um trabalho que nos deixe felizes. Aliás, é daqueles homens que, quando se envolve, é para ganhar sempre. Primeiro que tudo, é preciso ganhar jogos. O jogo seguinte é o mais importante, é a política dele. Mas os outros também jogam à bola...", concluiu.

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Por André Santos
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