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Sporting e Benfica garantiram ontem que não pretendem marginalizar o FC Porto, recusando prontamente qualquer palavra conotada com movimento.
“Isto não é um movimento, não há um movimento contra qualquer clube”, frisa Luís Filipe Vieira. “A nossa posição é comum e não é, de maneira nenhuma, um movimento contra alguém”, corrobora Dias da Cunha, constatando: “Trata-se de um manifesto conjunto que entendemos apresentar a público, dirigido à classe política. Em vésperas de eleições legislativas, é uma boa altura para nos fazermos ouvir pelos partidos.”
Neste contexto, Luís Filipe Vieira lembra que está marcada para breve uma Assembleia Geral da Liga, onde o FC Porto tem assento e onde certamente estas questões serão objecto de discussão. “Não falámos com ninguém do FC Porto, mas iremos ter uma Assembleia Geral da Liga e certamente que o presidente do FC Porto estará lá”, refere o responsável benfiquista, sustentando: “Ninguém pensa marginalizar quem quer que seja. De certeza que os problemas de que estamos aqui a falar são também os do FC Porto. Se queremos que esta seja uma indústria séria e credível temos de contar com todos.”
Vieira dá mesmo a entender que já existe um apoio mais alargado às pretensões dos dois aliados. “O Benfica procurou responsabilizar pessoas relativamente à arbitragem. Neste momento, temos um consenso. E não só o Sporting e o Benfica, mas, acredito, também a maioria dos clubes”, frisa o presidente benfiquista.
O líder dos encarnados fez-se acompanhar por Andrade e Sousa, do departamento jurídico, João Salgado, chefe do gabinete da Presidência, e Cunha Vaz, do gabinete de Comunicação. O Sporting, além de Dias da Cunha, foi representado por Pedro Batalha Ribeiro, director-geral do clube, e Carlos Severino, assessor do presidente. O líder do Belenenses, Sequeira Nunes, não esteve presente por estar acamado com gripe.
«Sem árbitros no Mundial 2006»
Dias da Cunha e Luís Filipe Vieira questionaram ontem a ausência de árbitros portugueses nos pré-seleccionados para o Campeonato do Mundo a ter lugar em 2006 na Alemanha.
“Sem verdade, o sucesso corre o risco de se esfumar, afundando-se na corrupção e na concorrência desleal que falseiam a verdade desportiva, colocando em causa a imagem de integridade do futebol português”, afirmam, sublinhando: “Por que razão, entre os 46 árbitros pré-seleccionados para o Mundial de 2006 na Alemanha, não há nenhum árbitro nacional?”
Assim, os dois clubes defendem o que definem como “arbitragem acima de toda a suspeita”, falando na criação de um “Conselho Superior” para este sector.
Amigos, amigos, derby à parte
Qualquer dos dois presidentes garante que o derby da Taça de Portugal marcado para a próxima quarta-feira não irá afectar, “de modo algum”, as relações entre os dois clubes. Vieira fez mesmo uma promessa: “Da parte do Benfica, não iremos comentar eventuais casos de arbitragem.”
Como é natural, Dias da Cunha e Luís Filipe Vieira não deixaram de mostrar confiança nas respectivas equipas. “1-0 já é goleada”, afirmou, bem-disposto, Vieira, ao que Dias da Cunha retorquiu: “Espero o mesmo resultado, mas ao contrário.”
Prolongamento é algo a que o presidente benfiquista se mostrou avesso. “Isso é que não. Esperemos que tudo se resolva durante os 90 minutos.”
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