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Marco Silva analisou o triunfo sobre o Gil Vicente (4-1), que levou o Benfica para a final four da Allianz Cup. No entanto, grande parte da flash interview na Sport TV foi dominada pela despenalização e utilização de Jhon Durán, com o técnico dos encarnados a garantir que compreende a revolta de Luís Pinto, treinador dos gilistas, embora explique que os encarnados tinham de agir.
Pergunta sobre Durán. "Podíamos começar pelo jogo e depois íamos a essa situação. O mais importante é começar pelo jogo e vou começar aí. Percebo tudo o que se passou em relação à completamente injusta expulsão de um jogador do Benfica no último jogo. Mas tenho de falar do jogo primeiro. Bom jogo da nossa equipa. Vitória totalmente justa da melhor equipa em campo. Jogo começou equilibrado contra uma equipa bem organizada. Tem feito um bom campeonato, tem uma ideia clara do que pretende meter no jogo. Começámos a dominar, mas o Gil foi conseguindo sempre reagir bem. Tentámos bloquear alguns dos espaços que queriam criar. Fomos crescendo no jogo. Houve muitas alterações. A equipa foi crescendo, tivemos oportunidades. Depois o Gil tem uma boa oportunidade, há um excelente momento do Trubin e depois de desbloquearmos com o 1-0, o jogo foi totalmente nosso. Fizemos bons golos, entrámos outra vez bem na segunda parte. Acabámos por fazer o 3-0, tirámos praticamente todas as esperanças do Gil, mas um grandíssimo golo do Gil deu-lhes algumas esperanças novamente. Mas a nossa superioridade veio ao de cima novamente e ganhámos com números expressivos. O objetivo era estar na final four, uma competição importante para nós e lá estaremos."
Palavras de Luís Pinto. "Não vou comentar o que o ele disse. Ele falou do estado do futebol português. Todo este barulho foi criado porque o Jhon não devia ter sido expulso. Se o jogador não devia ter sido expulso, o Benfica não pode ficar calado. Percebo o que o Luís disse, não está satisfeito com utilização do Jhon. Compreendo. Ele não foi sabendo, eu também não fui sabendo. Se não fosse o Jhon, ia começar o Pavlidis, que tem feito os golos que vocês sabem."
Exibição de Lukebakio. "Excelente jogo do Lukebakio. Em alguns momentos da primeira parte teve arrancadas e momentos individuais muito bons. Está a crescer na ligação com os colegas. No aspeto individual é forte e continua a crescer no momento que tem de compreender a ideia ofensiva, as ligações, explorar triângulos. Hoje vimos isso. Boas combinações e depois com espaço, com campo aberto, é um jogador muito forte, com capacidade muito grande de aceleração. É o momento mais forte do jogo dele, quando o jogo não está tão fechado e ele pode explorar melhor as suas qualidades individuais. Marcar para qualquer jogador é muito importante. Acabou por marcar golos, teve boas assistências no final da segunda parte, como no Omonia com o Prestianni. Fez com o Rafa, com o Anísio. É importante perceber os momentos certos para definir. Já lhe dei os parabéns pelos dois golos e o excelente jogo que fez."
Diferenças de Sudakov. "Com bola é uma posição igual. Os jogadores interiores do meio-campo jogam mais ou menos igual. Sudakov sendo mais um médio do que Prestianni ou Rafa quando jogam lá, as características à esquerda ou direita vão ser iguais. Há diferenças na organização defensiva porque se junta ao jogador 6 para defendermos em 4x4x2. Após ganhar a bola permite estar de frente para o jogo. É a grande diferença. Tem de ganhar dinâmicas do que são coberturas. É importante termos tempo para trabalhar com ele, mas gostei. É importante ter feito golo, um excelente golo. Muito importante poder fazê-lo. É um jogador solidário, trabalha para a equipa sem bola. Satisfeito por ele, mas permita-me realçar o Trubin."
Dupla defesa de Trubin. "Já tinhamos tido as nossas oportunidades. O momento mantém a baliza a zero com um defesa dupla, um grande momento, que nos permitiu ficar com a baliza zero. Com os golos tranquilizou a equipa e arrancámos para uma excelente exibição e uma boa vitória."
Surpresa por Durán. "Já aconteceu. Hoje soube da recente história. Não é virgem no futebol português. Mesmo na época passada aconteceram situações de recurso. A gestão foi simples. Os castigos normalmente vêm à quinta-feira, sabíamos que iria acontecer a reunião e sabíamos que o jogador não tinha feito nada. Não andamos aqui a brincar. A partir do momento em que sabemos que não fez absolutamente nada, temos a palavra dele, depois as imagens e o relatório que só comprovou isso também, trouxemo-lo connosco para estar o dia todo. Para prepararmos o jogo com ele, Pavlidis ou Anísio. Quando chegou a comunicação para nós e Santa Clara, o jogador deles também vai jogar, ele acabou por jogar, ainda bem que pôde porque o Pavlidis tem sido muito sacrificado em termos de minutos. Fez golo que é importante."
Por Pedro Gonçalo Pinto