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O Benfica garantiu esta quinta-feira com um empate a um golo na Escócia, frente ao Hearts, lugar no playoff de acesso à Liga Europa, onde vai defrontar o Aarhus, da Dinamarca. No final da partida, Marco Silva analisou, em declarações à Sport TV, a exibição dos seus jogadores, reconhecendo que o resultado da 1.ª mão, uma goleada por 6-1, acabou por fazer a diferença, até porque a eliminatória estava já praticamente resolvida.
"Não liguem muito às minhas reações no banco, vão perceber que muitas vezes são reações no momento e vão tirar conclusões completamente erradas. Gosto de jogar o jogo com os meus jogadores e tenho emoções. Quero é ajudá-los e não gosto de estar sossegado, mas não liguem muito a isso. Depende de vocês e vocês é que sabem o que devem fazer. Em relação ao jogo, missão cumprida. Vínhamos aqui para ganhar e acho que na 1.ª parte mostrámos isso, mas na 2.ª não conseguimos. Na 1.ª parte criámos situações claras com mais uma bola nos ferros, mas depois não entrámos como queríamos. Em alguns momentos não tenho gostado das nossas entradas, mas há que reconhecer que com sete alterações, neste momento da temporada, ficou provado que alguns jogadores ainda não têm condições para jogar os 90 minutos. Hoje a nossa pressão não funcionou tão bem, isso tem de sair das pernas e do corpo. Alguns jogadores têm de crescer em termos físicos e hoje ficou provado isso. Possivelmente a linha de quatro que jogou hoje não vai jogar mais esta temporada, mas queríamos experimentar algumas coisas, dar tempo aos jogadores, gerir os centrais, praticamente um treino a competir para o Lenglet e para o Tomás, não dar os minutos todos ao Enzo... É importante gerir. E depois era importante ver outros jogadores. Uma coisa é vê-los a jogar, outra é a treinar. Precisávamos de ter ganho o jogo. Não por não termos a eliminatória na mão, mas porque queríamos. Mas em alguns aspetos era de esperar devido ao pouco tempo de jogo e entendimento que alguns jogadores têm", começou por referir.
Trabalho que tem sido feito com Durán... "Tem de ir crescendo como os outros, começar a perceber a nossa dinâmica. Com bola vai percebê-la facilmente, sem bola vai demorar um pouco mais. Mas tem de chegar onde eu quero. É um jogador que não tem vindo a jogar tanto, precisa de jogo, de competição, e esse foi um dos objetivos para esta noite. Sabíamos que o Pavlidis iria dar frescura a partir dos 70', mas o objetivo era dar-lhe [ao Durán] minutos".
É importante dar estabilidade e consistência ao Samuel Soares nesta altura? "Vou dizer-lhe como tenho dito. As razões pelas quais coloco um jogador é porque decido assim. Se precisa de estabilidade? Eu decido. O guarda-redes precisa de continuidade, o central precisa, o avançado também. Vou dar as explicações que achar que tenho de dar".
Agora vem aí o Aarhus... "Vamos falar do Casa Pia agora. Hoje em dia não há adversários acessíveis. [Achar isso] É o primeiro passo para algo que não queremos. Temos de respeitar o Benfica e todos os adversários. Hoje em dia, no futebol, não há adversários fáceis".
Por André Santos