O treinador do Benfica, Nélson Veríssimo, analisou as incidências do dérbi frente ao Sporting disputado no Estádio José Alvalade que culminou com a vitória das águias (0-2).
"Sabíamos que íamos ter uma tarefa difícil, o Sporting é uma boa equipa. Viemos de dois jogos com o Liverpool em que sentimos que a equipa deu uma boa resposta, competente e competitiva. Sentimos que a equipa deu uma boa resposta. Acima de tudo, o que me apraz dizer neste momento é dar os parabéns aos jogadores. Eles entenderam o que tinham de fazer aqui em Alvalade com um adversário complicado e uma forma de jogar vincada. Agora é pensar no próximo jogo", frisou em declarações à Sport TV.
Jogar com bloco baixo
"A estratégia definida é perceber o que o nosso adversário faz, perceber as dinâmicas. Sabemos que o Sporting tem um ataque à profundidade muito forte. Uma forma que entendemos mais adequada para jogar foi baixar o bloco defensivo um pouco mais para não dar espaço nas costas da linha defensiva. O Sporting também nos criou problemas. Tivemos situações para marcar. Foram duas equipas a procurar a vitória. Isso é de valorizar."
Ocasiões de golo
"Tivemos algumas chances. Acho que acima de tudo fica o facto de as duas equipas procurarem ganhar o jogo, nós com uma estratégia e o Sporting com outra. Isso tem de ser assim em função das características de uma e outra equipas. No fim, saímos vencedores."
2º lugar é possível?
"Encurtámos distâncias e temos quatro jogos. Na antevisão disse que o objectivo era ganhar os cinco jogos que temos, são cinco finais. Sabíamos que se ganhássemos aqui encurtávamos distâncias. Sabíamos que se não ganhássemos o segundo lugar ficava decidido. Estamos a fazer o nosso caminho. Quando fazem as perguntas vem sempre o copo meio vazio. Por norma tento ver o copo meio cheio."
Título de campeão está atribuído?
"Quem está na frente tem uma vantagem muito confortável, está há muito tempo na frente e com uma regularidade bastante grande. Matematicamente não está definido, mas em condições normais o título estará definido."
Por Flávio Miguel Silva