O lado negro de Carlos Martins

O lado negro de Carlos Martins
• Foto: PAULO CALADO

Carlos Martins não ganhou o seu espaço na formação de Jorge Jesus, pelo que não fará parte da equipa para 2013/14. O final da época passada foi penosa para o médio, a indiciar o que agora se confirma.

Carlos Martins reviveu um pouco do seu passado menos simpático na noite de 6 de maio quando foi expulso do jogo Benfica-Estoril ao ser punido com o cartão amarelo por duas vezes no espaço de apenas 9 minutos. Para os mais críticos do experiente médio do Benfica, foi tempo de recordar o seu episódio mais negro, na noite de 13 de janeiro de 2007, quando, ao serviço do Sporting, também se viu dois amarelos no espaço de... 2 minutos.

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Ao longo da carreira, Carlos Martins sempre teve alguma dificuldade em livrar-se do rótulo de jogador conflituoso e duro. A verdade é que a expulsão frente ao Estoril foi – apenas ou já, conforme o ponto de vista que se queira abordar o assunto – a quinta desde que passou dos júniores para profissional. O cartão amarelo já lhe foi mostrado 45 vezes ao longo destes anos, somando todos os jogos de competições de clubes.

No Benfica, é a segunda vez que o médio se vê expulso por duplo amarelo. O primeiro caso aconteceu na época 2009/10, frente ao V. Guimarães, tendo sido punido aos 42’ e depois aos 72’, num encontro que as águias acabaram por vencer por 3-1, ao contrário do que aconteceu agora diante do Estoril.

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Na temporada passada, ao serviço do Granada, Carlos Martins também foi expulso um vez mas, curiosamente, no final do jogo com o Gijon. Ele próprio havia marcado o primeiro golo da vitória do Granada por 2-1, foi substituido aos 68’ e já no banco, no período de descontos, viu o cartão vermelho na sequência de palavras dirigidas ao árbitro.

Também em Espanha, mas na época 2007/08, ao serviço do Huelva, havia sido expulso aos 83' de um jogo frente ao Valencia, que acabaria por vencer por 1-0 a equipa do médio português.

Mas o caso mais marcante da sua carreira aconteceu no Estádio do Restelo, na época 2006/07. Depois de ter sido pouco utilizado na primeira metada de época por Paulo Bento, o médio vivia um período de alguma instabilidade emocional ao ponto da sua chamada à Seleção Nacional para o jogo Portugal-Cazaquistão, a 15 de novembro de 2006, ter sido acertada entre o selecionador nacional da altura, Luiz Felipe Scolari, e o próprio Paulo Bento como forma de recuperar o jogador.

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A verdade é que depois daquele jogo de Portugal, o médio participou em 3 do Sporting para depois ficar outros 2 no banco. O regresso foi no Restelo, frente ao Belenenses, onde no espaço de 2 minutos quase deitou tudo a perder, com duas entradas duríssimas e perfeitamente desnecessárias, para desespero de companheiros e treinador. Curiosamente, Paulo Bento voltou a estender-lhe a mão, colocando-o a jogar assim que cumpriu o castigo.

A expulsão frente ao Estoril voltou a ser penalizadora tanto para a equipa como para o próprio jogador. O Benfica procurava chegar à vitória diante de um adversário bem organizado e mais fresco fisicamente quando se viu reduzido a 10, perdendo precisamente um homem do meio-campo, o setor mais desgastado da equipa.

Aos 31 anos, Carlos Martins é agora relegado para a equipa B dos encarnados, já que descarta ser emprestado a outro clube.

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Números

3 anos de contrato ligam Carlos Martins ao Benfica. Depois de uma boa pré-temporada, os responsáveis encarnados decidiram renovar o vínculo do jogador até 2016;

22 jogos realizados pelo médio na última época, se contabilizarmos as três competições. No entanto, 15 dos desafios aconteceram na condição de suplente utilizado, o que atesta bem a perda de espaço do médio na formação de Jesus;

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17 internacionalizações pela Seleção. Carlos Martins começou por ser uma aposta constante no início do reinado de Paulo Bento, mas o facto de não jogar com regularidade no Benfica afastou-o das opções.

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