Paulo Lopes foi o herói e deu o pódio à águia

Paulo Lopes foi o herói e deu o pódio à águia
• Foto: pedro FERREIRA

Um longo bocejo na Amoreira só podia definir-se na lotaria das grandes penalidades. Aí o herói foi Paulo Lopes, que defendeu dois disparos. Venceu a versão B do Benfica (conquistou o 3.º lugar na Taça de Honra), mas a sorte também podia ter caído para o lado do Belenenses, sem algumas peças importantes e outras ainda longe da forma física ideal.

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Ao contrário do que sucedera na véspera, o Benfica apresentou apenas um elemento do grupo de trabalho de Jorge Jesus, o guarda-redes Paulo Lopes. Roderick também estava em campo, mas não fará parte desse prestigiado lote. Igualmente escalados foram os recém-contratados Uros Matic (total disponibilidade no miolo) e Filip Markovic (um ou outro pormenor sobre a direita), cujo destino será a equipa B.

O onze inicial do Belenenses também andava longe do que Van der Gaag irá utilizar no início da Liga. Notavam-se as faltas de Fernando Ferreira, Tiago Silva, Arsénio e Fredy. Kay e Meira, os centrais titulares, primavam também pela ausência.

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Os dados estavam, portanto, lançados, tendo ambos os técnicos recorrido ao 4x2x3x1. No Benfica, Lindelof e Uros evoluíam no miolo. Ruben Pinto tentava ligar a intermediária ao ataque, transportando a bola até Harramiz – ou colocando-a nos alas –, Filip Markovic ou Sancidino. Na turma de Belém, Eggert Jonsson e Diakité surgiam à frente do sector defensivo. Adilson abria sobre a direita e Sturgeon (um miúdo formado no clube e que parece ter qualidade acima da média) na esquerda. Tomás Costa procurava “esticar” até Tiago Caeiro.

Águia dona da bola

A metade inicial foi quase toda ela do Benfica. Instalada no meio-campo do Belenenses, a formação encarnada dominava o jogo, o que no entanto não se traduzia em perigo de maior para a baliza azul. Esmagava o adversário em termos de posse de bola, mas não sabia o que fazer a ela na zona da verdade. Naquele que era apenas o terceiro desafio na pré-época – aqui não está contabilizado o treino com o Sindicato –, o conjunto do Restelo acusava falta de identidade. O seu jogo não tinha dinâmica. Passava largos minutos a farejar a bola e mal a recuperava... oferecia-a de bandeja. Quando Pedro Silva mandou toda a gente para o balneário, quem mais tinha de refletir era, sem dúvida, Van der Gaag.

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“Belém” mais assertivo

O período de descanso foi bom conselheiro para o Belenenses. Otreinador holandês refrescou o eixo central – os dois médios e o ponta-de-lança (minutos depois também o elo de ligação ao avançado) –, opção que não demorou a surtir efeito. Um conjunto do Restelo mais equilibrado subiu umas dezenas de metros e, aproveitando a quebra física do Benfica, ensaiou diversas jogadas junto da área de rigor. A parte mais interessante para o escasso público foi o desempate por penáltis e aí Paulo Lopes saiu por cima.

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