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«Pavlidis está disposto a morrer pelo treinador e pelo Benfica, especialmente este ano»

Pavlidis
• Foto: Luís Manuel Neves

Vangelis Pavlidis está disposto a fazer tudo pelo Benfica, pois um dos maiores sonhos que tem na vida é ser campeão pelos encarnados. Quem o revela é Apostolos Mastranestis, mentor do avançado, com quem trabalha desde que Pavlidis tinha "quatro ou cinco anos". 

"Tem uma excelente relação com o treinador, adora o treinador, sabe o interesse que o treinador tem nele e está disposto a morrer pelo treinador e pelo Benfica. Especialmente este ano, porque ele quer ser bem sucedido, ganhar títulos, quer ser campeão. O Benfica é maravilhoso para o Vangelis, é o sonho de uma vida. Quando soube do Benfica, ele disse-me: 'temos de ir para este clube'. Ele ama o Benfica, o staff, as pessoas, o treinador. Gosta muito de Lisboa, é como Salónica. As pessoas adoram-no, são muito calorosas. O seu sonho é ser campeão pelo Benfica ", apontou, numa entrevista à BTV, onde explicou como é que Pavlidis lida com o insucesso, nomeadamente quando não marca: "Nos dias mais difíceis, quando não marca, tento fazê-lo ver o quanto ele trabalha para a equipa, para os colegas. Ele corre muito. Mesmo nesses dias em que não marca é muito importante para a equipa. Tenho a certeza de que quer muitos, muitos golos, mas quando não consegue tento convencê-lo do quão é importante para a equipa".

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A ligação entre ambos, começou quando Pavlidis, ainda pequeno e um "pouco cheio" decidiu que queria começar a jogar futebol e Apostolos era um mero treinador. "Conheci-o quando ele tinha quatro ou cinco anos. Ele veio à Academia e eu era apenas um treinador. Era muito novo e queria jogar futebol. Era um pequeno rapaz, até um pouco cheio, mas tinha muito entusiasmo no treino e desfrutava imenso. Gostava mesmo muito. Depois, a partir dos 11, começou a fazer treino individual comigo, porque queria realmente melhorar por si mesmo até aos 16 anos. E com 16 anos transferiu-se  para o Bochum da Alemanha. Desde os seus cinco anos que começámos uma amizade para a vida entre a minha família e a família dele. Hoje, tornou-se também parte da minha família. Ele não é apenas um amigo ou atleta meu. Ele é família", enalteceu, tendo confidenciado que Pavlidis já cometeu uma irregularidade: "Quando já estava no Bochum, foi passar um fim de semana a Salónica e foi ver um jogo da Academia. Ao intervalo, estávamos a perder 2-0 e ele disse que queria jogar. Mas era jogador do Bochum, não poderia correr o risco de se lesionar. Mas ao intervalo foi buscar um equipamento de um colega, jogou, marcou três golos e ganhámos 3-2. É louco, tem grande motivação".

Pavlidis chegou ao Benfica, mas o mentor confidencia que o objetivo é melhorar todos os dias: "Desde os 11 anos de idade, quando começámos a fazer trabalho individual, foi só trabalhar, trabalhar trabalhar, lutar, lutar, lutar. Ele tinha o sonho de se tornar jogador profissional. Por isso, penso que foi bem sucedido. Ele é muito humilde. Trabalha todos os dias no duro. Nunca desiste, é um grande lutador. E quer sempre atingir o maior patamar possível na sua carreira. Venho frequentemente a Lisboa, treinamos focados na finalização ou aspetos em que possa precisar. Discutimos muito sobre os jogos, sobre os treinos. Após cada jogo falamos sobre a sua performance. Apoio-o em termos psicológicos, falo com ele todos os dias. 

Por Valter Marques
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