Petit: «Morte de Eusébio dá mais força para ganhar o clássico»

Petit: «Morte de Eusébio dá mais força para ganhar o clássico»
• Foto: AMÂNDIA QUEIRÓS

Quem não se lembra da homenagem prestada pelos jogadores do Benfica depois da morte de Miki Fehér? Os encarnados derrotaram a Académica (2-0) com as emoções à flor da pele e sempre com o húngaro no pensamento. No domingo, vem a 2.ª ronda: as águias recebem o FC Porto num clássico já sem o Pantera Negra a ver. Petit, que jogou nessa mesma homenagem a Fehér, acredita que a morte de Eusébio vai galvanizar os adeptos e jogadores encarnados.

“Preferíamos que o Eusébio estivesse entre nós mas a morte dá mais força para ganhar o clássico e para lhe dedicar o triunfo. Quando foi o Fehér, nós só pensávamos que tínhamos de ganhar para lhe podermos dedicar a vitória”, contou o antigo médio a Record.

PUB

Petit confessou que sentiu muita tristeza quando o húngaro partiu, garantindo que é muito difícil tirar esse tipo de momentos da memória, especialmente dentro de campo. Os adeptos não deixam, com cânticos, homenagens e tributos, algo que o ex-internacional português considera extremamente positivo.

“Os jogadores vão pensar sempre no Eusébio até à hora do jogo. Quando começar, também não vão esquecer porque os cânticos e as homenagens galvanizam. Os adeptos vão ser decisivos porque o Eusébio era muito amado", explicou, lembrando o encontro com a Académica. “O estádio estava com uma moldura espectacular e puxava ainda mais por nós”, recordou.

PUB

A falta que Fehér fez

“Olhar para o cacifo e não ver o companheiro lá… Custava muito”. Palavras de Petit, saudoso ao lembrar a primeira semana sem o sorriso de Fehér no balneário. Ainda assim, a falta do húngaro nunca beliscou a concentração e confiança dos encarnados para o embate com a Académica. Aliás… Só fez crescer a vontade ganhar.

“Depois do funeral, ficou sempre a memória dele. Ainda por cima morreu em campo. Mesmo durante o treino, esquecíamo-nos um pouco mas lembrávamo-nos de tudo e ficávamos sempre com medo de que nos acontecesse a nós. Mas isso deu-nos mais força. Só queríamos marcar golos para os dedicarmos a ele”, sublinhou.

PUB

Da memória de Petit não vai sair o lance do primeiro golo. O português nascido em França assumiu a cobrança de um livre, fez um cruzamento-remate e viu Zahovic desviar subtilmente para o fundo das redes. Os jogadores encarnados uniram-se num abraço coletivo, olharam para o céu e lembraram Fehér. Momentos que não se esquecem.

“É sempre bom dar assistências, mas o mais importante foi dedicar-lhe a vitória e os golos em si. Só pensávamos nele”, rematou.

Deixe o seu comentário
PUB
PUB
PUB
PUB
Ultimas de Benfica Notícias
Notícias Mais Vistas
PUB