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Na hora de fechar a contratação de Victor Lindelöf, em 2011, o Benfica concordou em ceder ao Västeras 20% de uma mais-valia de uma futura venda, algo que para Christina Liffner mostra que o clube da Luz, na altura, não acreditava que seria possível garantir os 35 milhões de euros agora assegurados com a transferência do defesa sueco para o Manchester United. Uma cláusula que, recorde-se, deu muito que falar, até porque chegou a fazer os dois clubes travarem-se de razões num processo colocado na FIFA, ainda que depois tudo se tenha resolvido.
De resto, em conversa com a Sveriges Radio, a líder do modesto clube nórdico - que passará a ser um dos mais ricos da Suécia - admite que ainda não recebeu qualquer verba referente à mudança do defesa central, ainda que esta situação seja natural, até porque a transação apenas foi anunciada há cerca de duas semanas.
"Contactámos a Federação Sueca e toda a gente concordou com a nossa interpretação, mas a equipa que tem dinheiro continua a ser a mais forte. Então, não tivemos outra opção que não entregar o caso à FIFA e, nessa altura, ainda estávamos longe de ter a certeza de que iria haver dinheiro... Agora temos de confiar que a outra parte segue o acordo. Até agora ainda não recebemos nada, temos de esperar...", admitiu Christina Liffner.
"Quem está por trás disto tudo é o 'Vigge' e quem assinou o contrato em 2011. Um contrato que ainda não consigo entender... como o Benfica assinou aquilo? Compraram-no barato, mas mesmo assim... Assinarem um contrato que garantia uma grande parte de uma futura venda para outra equipa. Acho que eles nunca acreditaram que isto seria possível", atirou, referindo-se à transferência milionária do defesa para o Man. United.
Mortos e... enterrados
Os últimos tempos no Västeras não foram fáceis e, segundo o diretor desportivo Michael Campese, o clube estava mesmo num mau momento. "Estávamos mortos e enterrados, basicamente. Ver onde estávamos e o que sucedeu num pequeno espaço de tempo, até é difícil de acreditar", admitiu. Um cenário complicado que Joakim Lindborg partilha: "Foram anos difíceis. Estivemos quase a cair à quarta divisão nas duas últimas temporadas".
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