A história não é nova - Record noticiou-a na altura -, mas Guilherme Siqueira decidiu contar esta quarta-feira detalhes que até agora pouco se sabiam a propósito da sua transferência para o Benfica em 2013/14. Nesse dia, um 31 de agosto, o brasileiro acordou como jogador do Granada, sentiu-se ao final da noite como futebolista do Real Madrid e passou a noite... vinculado ao Benfica. A história, contada pelo próprio ao 'AS', diz bem das horas de emoções fortes e indefinição que se viveram.
"Quando acabei a temporada no Granada comecei a falar com alguns clubes, incluindo o Real Madrid. Dizia-nos que se chegasse uma boa oferta pelo Coentrão... Eu rejeitei uma oferta do Liverpool para esperar por eles, algo que podia nem acontecer. Passou o tempo, estava na pré-temporada com o Granada e a coisa não andava. Eu estava tranquilo, se não fosse o Real Madrid seria outro clube. E, quando não esperava, o último dia de mercado", começa por recordar o antigo defesa, antes de detalhar uma jornada absolutamente de loucos.
"Acordei naquele 31 de agosto e não tinha nada. Às onze horas recebo uma chamada do meu agente a falar-me do Benfica. Tinha colegas que já tinham jogado lá, que me falaram muito bem do clube e disse-lhe: 'Vamos!' E quando estávamos a entrar no avião, chega uma proposta do United por Coentrão e o Real Madrid liga-me. Queriam que eu fosse para lá, para assinar. E eu estava no avião para voar até Lisboa. Viro-me para o meu agente 'que faço agora?'. 'Já estávamos a falar com o Real antes...', disse-me. Para mim era um prémio ir para lá. Quando cheguei a Lisboa, liguei o telemóvel e tinha chamadas do presidente do Granada, dos meus agentes e, claro, das pessoas de Portugal. O que fiz foi assinar um contrato no aeroporto de Lisboa com o Real Madrid. Chega um fax, assino, mando para Madrid e espero para ver o que acontece. Como Espanha é uma hora mais, tinha tempo caso a coisa não corresse bem". E não correu.
"Ligou-me o presidente do Granada para me dar os parabéns, que só faltava o documento do Manchester United para o Real Madrid. É meia noite em Espanha e ligo à minha família: 'Sou jogador do Real Madrid'. E eu feliz. De repente, depois minutos depois, ligam-nos a dizer que a Liga não aceitava o documento, por causa da hora. Que não podiam aceitar a transferência. Liga-me então o José Ángel Sánchez: 'Sique, volta a Granada e assinámos um pré-contrato para janeiro e assim em janeiro vens sim ou sim'. Mas eu estava em Lisboa e sabia do interesse do Benfica, o quanto me queriam e disse-lhe: 'Há aqui algo que me diz que tenho de ficar aqui em Portugal'. E fiquei. E no final, olha, correu tudo super bem no Benfica e um ano depois pude ir para um dos maiores rivais do Real, o Atleti", lembrou.
E se a decisão de ficar na Luz foi um 'feeling', a mudança para o Atlético Madrid, em 2014/15, tinha sido sonhada umas semanas antes. "Estava concentrado com o Benfica para jogar a meia-final da Liga Europa na quinta-feira, um dia antes do jogo do Atlético com o Chelsea, para se apurar para a final da Champions de Lisboa. Um jogaço! Havia um ambiente tão espectacular, os jogadores, o Cholo, tudo... Quando acabou o jogo disse ao meu agente 'C..., deve ser incrível jogar no Atleti do Simeone, os jogadores vão à morte com ele'. E depois... Acabou a temporada com o Benfica e o Real Madrid liga-nos de novo. Eu vou para Punta Cana para a despedida de solteiro de um amigo e quando chego o meu empresário fala-me do Atleti. 'Quero ir já', disse-lhe. Não sabia o que pagavam, a mim ou ao Granada, mas queria ir para lá".
Siqueira, refira-se, deixou o futebol em 2017, ao serviço do Valencia. Atualmente é representante de jogadores, numa sociedade com o antigo jogador Savio Bortolini.
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