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'Rei dos Frangos' confirma renúncia de norte-americanos às ações da Benfica SAD

Rei dos Frangos, António José dos Santos, Valouro
• Foto: Pedro Catarino / Medialivre

José António dos Santos, conhecido como “Rei dos Frangos”, informou oficialmente a Benfica SAD que os norte-americanos da Entrepreneur Equity Partners não vão concretizar a compra da participação de 16,38% do capital da SAD, confirmando o que o fundo já tinha avançado, refere um comunicado remetido à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).   

Uma vez que a SAD benfiquista não autorizou o negócio devido a um ponto dos estatutos relacionado com participações de concorrentes e que não haverá a necessária aprovação em assembleia-geral da SAD, o acionista informa que “a operação de aquisição das ações não se concretizará, não havendo, por conseguinte, lugar à transmissão das participações anteriormente comunicadas”.  

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Em causa estava o acordo de venda entre o Rei dos Frangos e o fundo norte-americano de 3.767.400 ações representativas de 16,38% do capital social - separadas entre uma participação individual e uma posição do Grupo Valouro, presidido por José António dos Santos - por um valor que rondaria os 12 euros por título.

Na terça-feira, a SAD do Benfica comunicou à CMVM que o fundo renunciava a adquirir a participação detida pelo "Rei dos Frangos”. A notícia de que o negócio teria caído por terra tinha sido avançada pela Bloomberg, que referia que a administração liderada por Rui Costa teria invocado um ponto dos estatutos sobre a concorrência, uma vez que o mesmo fundo, ligado ao multimilionário norte-americano Tim Leiweke, detém uma posição no clube italiano Veneza e pretende investir noutros clubes.

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No comunicado, a SAD informa que "durante o período previsto no pré-acordo com o Grupo Valouro e José António dos Santos foram mantidas com o EEP reuniões produtivas e encetada uma troca de informação que resultou num entendimento comum entre ambas as partes de que, face ao seu plano de crescimento e investimento em participações minoritárias noutros clubes europeus, o perímetro futuro do EEP poderia colidir com princípios de não concorrência, previstos nos estatutos da Benfica SAD".

Por Negócios
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