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Roger regressou, ontem à tarde, ao Brasil para voltar a envergar a camisola do Fluminense. Apesar de o acordo estabelecido entre os tricolores e o Benfica prever o empréstimo apenas até Dezembro, o médio-ofensivo brasileiro deu a entender que pode não voltar. "Da primeira vez que saí tinha a certeza absoluta que ia voltar. Desta vez já não tenho", afirmou Roger à partida de Lisboa.
O contrato do brasileiro com os encarnados finda no final da época 2005/06, mas os dois clubes estudam a possibilidade de existir, no termo do empréstimo, a opção de compra do passe. Daí a relutância de Roger quanto ao regresso ao Benfica, clube do qual garantiu levar boas recordações.
"Não saio magoado nem chateado com ninguém. Depois da lesão que me fez estar quase um ano sem jogar, não tive uma boa sequência de jogos porque não tive muitas oportunidades e estou louco para jogar!", referiu, acrescentando: "Estou com vontade de estar em campo durante todo o jogo, de poder actuar os 90 minutos. Por isso é que escolhi sair agora".
Questionado se a decisão de sair do Benfica partiu de si ou de José Antonio Camacho, Roger disse que foi dos dois. "Chegámos a um acordo. Recebi propostas, analisei-as e conversei com o treinador. Ele deu o aval, disse o que pensava e chegámos a acordo sem discussão nem nada", explicou, garantindo que não houve qualquer problema com o técnico. "Falámos sempre como amigos e respeitámos a opinião um do outro. Vou guardar todos com carinho e continuar a torcer de longe pelo Benfica", referiu.
Quanto aos motivos que o terão levado a não se conseguir impor na Luz, Roger mostrou-se despreocupado. "Há coisas que conseguimos e outras não. Procuramos sempre o melhor, mas, às vezes, não dá certo. Não vou aqui procurar motivos. Saio de consciência tranquila porque tentei sempre fazer o melhor", sustentou, traçando uma meta: "Agora pretendo trabalhar e esforçar-me muito para poder jogar com tranquilidade, sem lesões, para poder dar um novo impulso na minha carreira".
Depois de voltar a frisar que não partiu triste, Roger deixou uma palavra muito especial aos adeptos encarnados. "A torcida do Benfica exige aos jogadores que dêem sempre o máximo dentro de campo. Conseguir conquistar essa torcida é muito difícil e, durante o tempo que estive cá, acho que isso consegui. Aos adeptos deixo um abraço e digo que tenho um lugar guardado para eles no meu coração"..
«O clima está bastante pesado no balneário»
A tragédia de Guimarães deixou marcas. "Nunca pensamos que essas coisas podem acontecer com pessoas tão próximas. Às vezes, como sucedeu com o camaronês [Marc Vivian Foé, n.d.r.], a gente vê de longe e fica abatido. Apanhou todos de surpresa, mas principalmente a nós que convivíamos com o Miki. O clima está pesado no balneário, mas acredito que, com o trabalho e os jogos, isso vai diminuir porque a vida continua com o Miki guardado no nosso coração".
«Gostaria muito mas não posso jogar no Fla-Flu»
A intenção dos dirigentes tricolores era contar com Roger já no Fla-Flu de amanhã, algo que não será possível. "Gostaria muito, mas não dá. Esta semana foi muito cansativa com a viagem e o velório do nosso amigo. Agora, esta viagem para o Brasil também é muito longa e só vou chegar sábado [hoje]. Mas, se Deus quiser, para a semana já estarei a jogar", referiu, elogiando os cariocas. "Sou muito fiel às minhas coisas e o Fluminense faz parte de mim".
Cada golo na SuperLiga custa 1 milhão de euros
Roger chegou ao Benfica em Janeiro de 2001 pela mão do então candidato Manuel Vilarinho, o qual pagou 6 milhões de euros ao Fluminense. Agora, três anos depois, o médio-ofensivo volta às origens. Na bagagem leva a experiência de 36 jogos na SuperLiga prova onde apontou seis golos. Contas feitas, cada golo custou 1 milhão de euros. Quanto a títulos, nada. "Acredito que o Benfica ainda possa ter chances neste campeonato. São remotas, mas existem. Agora, há o clássico Sporting-FC Porto e um deles, senão os dois, vai perder pontos. Mas, também têm chances na UEFA e na Taça de Portugal.
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