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Toto Salvio tem um amor que continua bem vivo. Falamos da paixão que o extremo do Lanús mantém pelo Benfica. Em entrevista ao podcast 'El Fútbol', o ex-internacional argentino qualificou o clube da Luz como o amor da sua vida e recordou a forma como chegou às águias, numa altura em que também era alvo do FC Porto.
"Fui um ano emprestado pelo Atlético Madrid. Estava entre o FC Porto e o Benfica. O Benfica contactou o At. Madrid diretamente e eu tinha a oportunidade de ir para o FC Porto através do meu empresário. Havia a luta entre os dois. O Benfica era campeão. Até já estava tudo meio acordado com o FC Porto. Mas o dono do Atlético Madrid pediu-me para falar com o Benfica e para só depois tomar a decisão. Falei com o Benfica e com as pessoas do Porto. O Lucho González ligou-me por telefone para me convencer a ir para o FC Porto. Desde que cheguei ao clube, nunca mais quis deixar o Benfica. Rui Costa era o diretor desportivo. Estavam Cardozo, Saviola, Aimar, David Luiz, Rúben Amorim, Gaitán. O nosso capitão era o Luisão. Havia jogadores muito bons. O Benfica tinha uma opção de compra e Jorge Jesus queria que eu ficasse. Voltei um ano ao Atlético. Joguei mais um ano. O Benfica não acionou a opção de compra, mas um ano depois contratou-me", contou.
Apesar de ter jogado em clubes como Atlético Madrid e Boca Juniors, o extremo, de 35 anos, encontrou condições únicas no Benfica. "É um clube impressionante. O Benfica é o amor da minha vida. Pelas pessoas, pelo clube, pela cidade. Tive a sorte de estar lá muitos anos. Cresci muito. O clube dá-te tudo. É como o Real Madrid, de primeiro nível. Não deve nada a nenhum clube do Mundo. Dá-te todas as ferramentas. Seja estudos, psicólogo, no apoio familiar.... Por cada coisa que te acontece, no clube eles dão-te resposta. O clube está lá para qualquer coisa", sublinhou.
Quem também tem um perfil único é Jorge Jesus, na opinião de Salvio. "Foi o melhor treinador que alguma vez tive Pela forma como vive o futebol, com muita paixão. É uma pessoa com quem não paras de aprender. Jorge Jesus passava uma hora só comigo a treinar. Aprendi todos os movimentos e conceitos de extremo. Treinávamos as diagonais atrás do central. Os movimentos, o ataque ao espaço, o movimento para receber e ficar um para um. Aprendi tudo com Jesus. Fui crescendo com a forma de ser dele. Tem muito a ver com o que foi a minha carreira", frisou.
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