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«Se houvesse 11 Betos, o Benfica não perdia tanto»

• Foto: Miguel Barreira

Beto recordou, num direto no Instagram com o jornalista Lucas Nascimento, os tempos de jogador e como poderia ter acabado no FC Porto antes de assinar pelas águias, o "clube da paixão e dos adeptos". 

"Quando lá cheguei, ninguém acreditava no meu futebol. Tinha vindo de um clube que tinha descido de divisão e os media e os adeptos diziam que não tinha condições de jogar num grande clube. Demonstrei que não era assim, tinha futebol para jogar em qualquer clube. Pensaram errado. Fiz de tudo para que pensassem assim. Trabalhei duro para ser titular. Fui titular num ano e no ano seguinte o treinador mudou e deixei de ser já que o Fernando Santos trouxe um jogador da sua confiança, o Katsouranis. O Koeman apostou no meu futebol e gostava da minha dedicação. Quando a equipa perdia, os media perguntavam porque é que eu jogava. Ele respondeu uma vez: 'Se houvesse 11 Betos, o Benfica não perdia tanto'", recordou Beto, lembrando também os embates na Liga dos Campeões. Foi, aliás, diante do Manchester United que fez o único golo com a camisola dos encarnados. Um golo decisivo.

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"Sofremos primeiro mas o Geovanni empatou. Faltavam nove minutos, tive a felicidade de chutar e marcar ao Van der Sar. A bola desviou mas o mérito é de quem chuta. Quem não chuta não marca. Passámos aos oitavos-de-final onde fomos defrontar o Liverpool e depois o Barcelona. Era dificil marcar o Ronaldinho. Fizemos de tudo para o marcar e acho que o conseguimos, seja na Luz ou em Barcelona. Perdemos mas fomos eliminados pelos campeões da Europa", reiterou Beto.

Por Flávio Miguel Silva
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