SIMÃO Sabrosa tinha acabado de fazer 13 anos quando trocou a pacatez da aldeia onde nasceu e sempre viveu, Constantim, lá para os lados de Vila Real, pela capital portuguesa, a fim de ingressar nas camadas jovens do Sporting. Para trás deixava o conforto do lar, os mimos dos pais e a Escola Diogo Cão, onde se fez notar na equipa de futebol.
Um dia foi jogar a Coimbra e a sorte bateu-lhe à porta, na forma de um olheiro do Sporting. Aceitou treinar à experiência em Lisboa durante uma semana e acabou por ficar, rejeitando pelo meio uma proposta do FC Porto para ingressar nas suas escolas de formação. A simpatia pelo clube de Alvalade prevaleceu na decisão.
A adaptação à nova vida no centro de formação não foi fácil. O jovem Simão chegou a fazer a mala e dirigir-se para a estação de comboios e só não voltou à aldeia porque foi "apanhado" a tempo. As saudades de casa eram muitas e só com a paciência dos responsáveis leoninos ultrapassou a fase negativa. Quando a bola começou a rolar nos jogos oficiais e os amigos a serem feitos, tudo melhorou. Os pais visitavam-no com muita frequência.
A escola é que começou a ficar para trás. Tendo sido sempre um aluno médio, começou a sentir dificuldades em conciliar os estudos com o futebol e, como tantos jovens na sua situação, acabou por desistir no 10º ano. Abraçou o profissionalismo aos 16 anos e as aulas à noite (chegava a casa às 23 horas, sem jantar) tornaram-se insuportáveis.
Em Alvalade, aperfeiçoou o instinto goleador e tornou-se num avançado temível: foi campeão nacional de iniciados em 93/94 e de juniores em 95/96. Os títulos foram acompanhados pelo desenvolvimento físico e, apesar da baixa estatura, começou a ganhar músculo.
Aurélio Pereira, coordenador do futebol juvenil de Alvalade, foi uma das figuras cruciais no desenvolvimento futebolístico de Simão. Rapidamente começou a saltar de escalão etário, "comendo" etapas de formação com a sua habilidade nata para o futebol. E a equipa sénior chegou aos 17 anos.
Um troféu à frente de Owen
Desde cedo (sub-13) que se tornou presença assídua nas selecções jovens e não demorou muito a conhecer o sabor do êxito. Em Maio de 1996, a jovem equipa das quinas rumou à Áustria para disputar o Campeonato da Europa sub--16, no intuito de defender o título conquistado no ano anterior, na Bélgica. Hugo Leal era o único repetente, numa equipa orientada por Rui Caçador onde pontificavam Ednilson, Petit e João Flores, entre outros.
Simão sagrou-se o melhor marcador, com cinco golos, ganhando o Troféu Ernst Happel, à frente de Michael Owen, então jovem prodígio da selecção inglesa, e revelou-se aí a "coqueluche" da sua geração, partilhando com Hugo Leal o protagonismo e a meteórica ascensão nos respectivos clubes.
No ano seguinte, em 1997, com a selecção sub-18, foi de novo à final, no Europeu da categoria disputado na Islândia, mas, desta vez, perdeu-a para a França.
Ao todo, foram 17 jogos nos juvenis (16 golos) e 37 nos juniores (23 golos).
Estreias goleadoras na I Liga e selecção
As estreias vão bem com Simão. Marcou no primeiro jogo na I Liga, ante o Salgueiros (16/06/97), e repetiu a proeza na estreia pela selecção A (18/11/98), com Israel. Mas a estreia nas competições europeias foi diferente: derrota caseira (0-2) ante o Bolonha (15/09/98).
Amizade com Hugo Leal desde a selecção sub-13
Simão e Hugo Leal defrontaram-se muitas vezes nas camadas jovens, dando um interesse suplementar aos jogos entre Sporting e Benfica. Conheceram-se na selecção sub-13 e conquistaram o Europeu sub-16 em 1996, na Áustria. A amizade sobreviveu às opções clubísticas.
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