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A análise de Marco Silva, treinador do Benfica, à derrota frente ao Flamengo no Troféu do Algarve (1-2):
"Acabou por ser um bom teste para nós, era esse o objetivo. Com poucos dias de trabalho, temos de dar passos em frente, até porque temos o primeiro jogo oficial muito em breve. Vamos jogá-lo com quatro semanas de preparação. É uma pré-temporada um pouco diferente do habitual, não há que escondê-lo, mas o objetivo é chegar a esse jogo nas melhores condições possíveis, mesmo com alguns jogadores que não poderão estar presentes e tudo o que acarreta esta pré-época diferente do Benfica. Temos de estar no nosso melhor para sermos competitivos ao máximo e seguir para a próxima eliminatória [da Liga Europa]. Por isso mesmo é que queremos dar passos em frente", começou por dizer o técnico dos encarnados, em declarações aos microfones da BTV no final do encontro no Estádio do Algarve.
"O jogo teve algumas características muito específicas, quase de um jogo oficial em alguns aspetos, algum teatro também, que pelos vistos faz parte. Mas é o que é. [Queremos] Prepararmo-nos da melhor forma. Foi uma primeira parte um pouco lenta. No último terço não fomos a equipa que queremos e vamos ser, com pouca velocidade e agressividade sobre o adversário. Após o golo fomos mais agressivos no último terço. Com a mudança da linha de quatro demorámos um pouco a chegar lá, não encontrámos os espaços e quando chegámos conseguimos ter três ou quatro oportunidades claras para igualar o jogo. Mas perdemos e, mesmo sendo pré-temporada, somos Benfica e não gostamos de ter este feeling no final de um jogo, mas a verdade é que temos de preparar a equipa da melhor forma para os jogos que aí vêm. O próximo é já na próxima semana com o Villarreal, mais um jogo importante para darmos passos em frente na vertente física, mas também tática e técnica para defrontarmos o St. Gallen."
"Vamos fazer aquilo que nos compete, que é preparar a equipa. É uma equipa técnica nova, neste caso nem há muitos jogadores novos, chegou agora o terceiro jogador [Kaminski]. Aos poucos vamos integrando os jogadores que chegam. É precisar também esperar pelos jogadores que estão no Mundial. Não podemos esconder que são jogadores fundamentais para nós e, depois, continuarmos atentos ao mercado. Queremos reforçar a equipa em posições que nós claramente precisamos e vamos fazê-lo. Mas agora temos de olhar para os jogadores que temos connosco e com quem temos vindo a trabalhar nestas duas semanas e fazer com que eles percebam a nossa ideia o mais rapidamente possível. Da parte dos jogadores tenho visto abertura total para aprenderem e para rapidamente assimilarem todos os aspetos que queremos ver na equipa. A atitude tem sido muito boa, nada a apontar nesse aspeto. Hoje, em alguns momentos, vimos aquilo que queremos fazer, mas noutros momentos ainda há uma velocidade muito baixa e sem a intensidade que queremos ver no último terço."
"É sempre importante ter os jovens jogadores da nossa formação no Benfica. Este era um momento muito particular nesse aspeto por todas as razões que eu já falei, como as ausências de jogadores que temos em algumas posições. Antes da chegada do Kaminski não tínhamos uma alternativa para jogar nas alas no primeiro jogo [oficial]. Colocando lá o Rafa pode ser uma solução. Com o castigo do Prestianni e com os jogadores que estão no Mundial não tínhamos. É uma boa oportunidade para ver alguns jogadores da formação naquela posição, mas também para ver outros jogadores que têm estado cá e lá na equipa principal do Benfica, tal como tiveram na época passada e que neste momento estão mais integrados no plantel principal do Benfica. Sem querer dizer nomes, alguns vão ficar connosco para a temporada, sem dúvida", terminou.
"A mim interessa-me deixar boas impressões aos adeptos quando chegar maio. Eu percebo a pergunta, a minha resposta podia dar aso a muita coisa. Eu percebo por onde quer ir, eu não vou por esse lado. Os adeptos têm de ficar satisfeitos com o Benfica no final de maio, é com isso que eles têm de ficar satisfeitos. Com maiores ou menores dificuldades, com muita coisa que se vai falar, é preciso que muita gente tenha calma. Depois, em maio, nós falamos", atirou o técnico, aos microfones da DAZN.
Por Sérgio Magalhães