Título mais prematuro só em 1976/77

Título mais prematuro só em 1976/77

O Benfica conquistou este domingo o título de campeão nacional de futebol com duas jornadas por disputar, cenário que os "encarnados" não viviam desde 1993/94, sendo que precisam de recuar até 1976/77 para encontrar um cetro arrebatado mais prematuramente.

Há 37 anos, os "encarnados" asseguraram a conquista do seu 23.º campeonato à 27.ª ronda, de 30, ao golearem em casa o Beira-Mar por 4-0, com um "hat-trick" de Nené e um tento do malogrado Carlos Alhinho, a 08 de maio de 1977.

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Além de Nené e Alhinho, formaram o "onze" comandado pelo inglês John Mortimore o guarda-redes Bento, também já falecido, os defesas Pietra, Eurico e Bastos Lopes, os médios Toni, Shéu e José Luís e os avançados Nelinho e Chalana.

Com três jornadas por disputar, o Benfica ficou a contar 45 pontos, mais oito do que os 37 de FC Porto e Sporting, numa altura em que as vitórias ainda só valiam dois pontos.

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Depois dessa temporada, a formação da Luz nunca mais conseguiu chegar ao título tão cedo, sendo que só por três vezes, como agora, o selou com duas rondas por disputar, em 1982/83 (28.ª de 30), 1988/89 (36.ª de 38) e 1993/94 (32.ª de 34).

Na primeira época sob o comando do sueco Sven-Goran Eriksson, o conjunto da Luz assegurou o cetro à 28.ª ronda, a 22 de maio de 1983, dia em que venceu por 1-0 o Portimonense, em Portimão, graças a um golo de Carlos Manuel, aos 85 minutos.

Em 1988/89, o título foi arrebatado na Luz, à 36.ª jornada, a 07 de maio de 1989, com um triunfo por 3-0 face ao Estrela da Amadora, selado pelo angolano Vata e os centrais brasileiros Ricardo e Mozer.

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Cinco anos depois, de novo com Toni ao "leme", o 30.º campeonato foi assegurado à 32.ª ronda, a 25 de maio de 1994, com um triunfo por 3-0 face ao Gil Vicente, no 1.º de Maio, em Braga, com um "bis" de João Vieira Pinto e um tento do russo Kulkov.

De resto, todos os outros títulos conquistados pós 1976/77 foram assegurados ou na penúltima ou na última ronda, sendo que os dois últimos apenas tinham sido festejados precisamente na derradeira jornada.

Em 2004/2005, e depois de ter batido em casa o Sporting por 1-0, com um golo de Luisão, o Benfica chegou ao Bessa necessitado apenas de empatar com o Boavista e consegui-o (1-1).

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A 23 de maio de 2005, um grande penalidade convertida por Simão, aos 38 minutos, lançou o "onze" do italiano Giovanni Trapattoni para o 31.º título. Pouco depois, Éder restabeleceu o empate, que o Benfica nem precisava, já que, no Dragão, o FC Porto não foi capaz de vencer a Académica (1-1).

Há quatro anos, na primeira época de Jorge Jesus, o Benfica também só selou a vitória na prova a fechar, a 09 de maio de 2010, na Luz, com uma vitória por 2-1 face ao Rio Ave, com um "bis" do paraguaio Óscar Cardozo, que, assim, foi o melhor marcador.

Como em 2004/2005, o empate bastava, mas nem tinha sido necessário, uma vez que o "vice" Sporting de Braga ficou-se por uma igualdade na casa do Nacional (1-1).

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Em 1980/81 (5-1 ao Vitória de Setúbal), 83/84 (1-1 com o Sporting), 86/87 (2-1 ao Sporting) e 90/91 (2-0 ao Marítimo, nos Barreiros), os títulos chegaram à penúltima ronda.

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