O LÍDER da Lista A, Vale e Azevedo, afirmou sexta-feira que a Lista B, comandada por Manuel Vilarinho, pagará bem cara a campanha que está a efectuar e vaticinou que, muito provavelmente, o adversário ainda o irá apelidar de pedófilo, por ter assistido ao desafio entre o Benfica e o Belenenses no meio de cinco milhares de crianças.
Vale e Azevedo não ficou embriagado com a calorosa recepção de que foi alvo sexta-feira à noite no Bom Jesus. "O mais importante é que este estado de espírito se mantenha no dia 27. É, no entanto, óbvio que existe uma enorme empatia em relação a nós. Constato que, a cada dia que passa, os associados estão mais envolvidos e empenhados em ajudar o clube. Constato, também, que o nosso trabalho está a ser premiado pela esmagadora maioria dos benfiquistas", disse o líder da Lista A, tornando a insistir na "tecla" da estabilidade: "O Benfica está a iniciar um novo ciclo e necessita de estabilidade para conseguir atingir o êxito. Se tivermos estabilidade seremos campeões de uma forma consistente. Conseguimos subir a pulso. Portanto, se voltarmos três anos atrás será muito negativo."
O responsável da Lista A criticou, depois, o líder da Lista B, por este último ter anunciado a existência de um pré-acordo com Roger. "São manobras eleitoralistas e demagógicas, típicas dos dirigentes do passado. Como é evidente, não beneficiam o plantel. Essa gente tira coelhos da cartola e surge com jogadores debaixo do braço. A equipa técnica, aliás, está preocupada com este assunto. Nós temos uma forma diferente de encarar a questão. Infelizmente, já estamos habituados a este tipo de jogadas", referiu Vale e Azevedo, recusando-se a comparar as duas listas concorrentes à liderança do Benfica: "Não há termo de comparação. A Lista B só sabe insultar e quer chegar ao poder a todo o custo. Já me apelidou de homossexual. Qualquer dia ainda me vai chamar pedófilo, por ter assistido ao jogo entre o Benfica e o Belenenses no meio de cinco milhares de crianças."
O candidato fez, então, questão de dissertar mais um pouco sobre a estratégia dos adversários. "Os órgãos de Comunicação Social associados à Lista B fomentam a confusão. Manuel Vilarinho e os seus acólitos, por seu turno, fazem uma campanha da terra queimada. Não têm ideias. Limitam-se a atacar por atacar. Apenas querem derrubar e destruir o Vale e Azevedo... custe o que custar, a bem ou a mal. Atingiram um momento muito baixo. Vão pagar bem caro a factura, pois o Benfica não merece isto", sublinhou Vale e Azevedo, frisando, por outro lado, que não quer retirar dividendos de uma eventual vitória em Paços de Ferreira: "Confio na vitória, mas não quero ser beneficiado nem prejudicado pelos resultados da equipa de futebol. Quero que os sócios votem conscientemente no projecto que está em marcha."
"TEMO PELA VIDA"
Vale e Azevedo lançou sexta-feira, ao princípio da madrugada, um fortíssimo ataque à política seguida pela TVI.
"Os órgãos de informação ligados à Lista B têm intoxicado miseravelmente os benfiquistas. Querem destruir o presidente e o clube. Hoje (sexta-feira) ouvi acusações e notícias gravíssimas, as quais são completamente falsas. A partir de hoje temo pela minha vida e pela dos meus filhos. Eles perderam a cabeça. A partir de agora, certamente que não se inibirão de me dar um tiro, provocar uma explosão ou um acidente. Temo pela vida, mas não desistirei, não baixarei a cabeça", disse o líder da Lista A.
Recorde-se que a TVI avançou sexta-feira que existiu uma falsificação de documentos na constituição da SAD e noticiou que o Barclays Bank já avançou com uma queixa-crime contra o Benfica.
"Estamos a ser vítimas de uma campanha infame, ignóbil, falsa e intolerável. É uma vergonha", acrescentou Vale e Azevedo, frisando: "Não irei perdoar. Os tribunais terão muito trabalho. Temos de nos revoltar." Por último, o líder da Lista A revelou que, quando chegou ao clube, se deparou com algumas fraudes. "Havia mafias internas no Benfica. O Benfica tinha receitas de bilheteira inferiores às de alguns clubes da II Divisão", referiu.