_
“Se o senhor Pedro Proença se sente condicionado a apitar jogos do Benfica, então não apite mais nenhum. É um favor que faz aos benfiquistas e até ao futebol português!” Esta foi a forma escolhida por Filipe Vieira para mostrar o desagrado pela exibição do árbitro de Lisboa, a 2 de março de 2012, dia em que o clube da Luz perdeu em casa com o FCPorto, por 2-3, tendo o segundo golo portista sido precedido de falta sobre Witsel e o terceiro apontado em fora-de-jogo. Até anteontem, na Choupana, Pedro Proença não mais voltara a dirigir um jogo das águias e oreencontro tornou a colocá-lo bem no olho do furacão.
Eleito o melhor do Mundo em 2012 pela Federação Internacional de História e Estatística do Futebol – a UEFA deu-lhe o privilégio de apitar as finais do Campeonato da Europa e da Liga dos Campeões –, Pedro Proença há muito que não granjeava grande simpatia no Benfica, clube do qual é... adepto.
História antiga.
Já lá vão mais de nove anos desde o primeiro desentendimento. Tudo começou a 4 de janeiro de 2004, quando o Sporting ganhou o dérbi na Luz, por 1-3, tendo aberto o ativo através de um penálti inexistente. “Andaram a semana toda a dizer que ele era benfiquista, mas hoje não se portou como tal”, disparou Camacho no final. A 7 de maio de 2005, após a derrota em Penafiel (1-0) com quatro penáltis por assinalar, Filipe Vieira insistiu na tecla. “Se é benfiquista, que se recuse a apitar mais jogos do Benfica”, disse.
Além do desempenho no clássico de 2 de março de 2012 (no de 2008/09 uma simulação de Lisandro rendera um penálti fantasma), Pedro Proença foi igualmente contestado na época passada no Axa, devido às expulsões perdoadas a Alan (falta sobre Javi) e Djamal (agressão a Gaitán), bem como pelo penálti por assinalar por agarrão de Douglas a Luisão.
Agredido à cabeçada
A tensão motivou um episódio lamentável a 8 de agosto de 2011, dia em que Pedro Proença foi agredido à cabeçada por Américo, um sócio do Benfica, no Colombo. O juiz de campo sofreu ferimentos na boca, tendo partido dois dentes.