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Numa longa entrevista ao portal SPOX e à plataforma online de transmissões DAZN, Axel Witsel passou em revista a sua carreira e lembrou a passagem de uma temporada pelo Benfica. Uma fase curta da carreira, onde passou por várias dificuldades, ao serviço de um clube onde, assume, se imaginou a atuar durante cinco temporadas.
"As primeiras duas ou três semanas foram um pouco estranhas. Se toquei duas vezes de seguida na bola já era muito... A intensidade era muito maior. Antes de receber a bola já tinha de saber onde jogar. Inicialmente tive de me adaptar a esse nível, mas depois de três semanas já estava adaptado. Não tive dúvidas, mas tinha saudades de casa. Não me sentia bem, porque tinha a noção de que não estava a treinar bem o suficiente. Sou alguém que precisa de ter a bola e atuar como número 10. Lembro-me de ter dito ao meu pai 'não percebo. Mal consigo ter a bola e farto-me de correr. Isto não é futebol'. Ele acalmou-me e disse-me 'tem calma que a tua hora chegará. São apenas três semanas e não tarda estarás adaptado'. E tinha razão", começou por lembrar o belga, que um ano depois de chegar à Luz partiu rumo ao Zenit. Ainda assim, tudo poderia ter sido bem diferente...
"Tive oportunidade de ir para o Real Madrid quando o Mourinho estava lá. Mas nesse ano contrataram o Luka Modric, por isso para mim uma transferência para lá não fazia sentido. Depois, perto do fecho do mercado, apareceu o Zenit. Tive boas conversas com os responsáveis e aceitei. Sou uma pessoa aberta a novas oportunidades e não tive medo da Rússia. São Petersburgo é um cidade impressionante. Além disso, temos de ver que o Benfica ganhou muito dinheiro comigo nessa altura. Até ao João Félix eu tinha sido o jogador mais caro que tinham vendido", recordou.
Witsel falou ainda do futuro e, ainda que assuma que no futebol é muito complicado prever os passos a dar, espera seguir na Alemanha por muito tempo. "Nunca podemos planear as nossas carreiras. Imaginei-me a ficar no Benfica durante cinco anos, mas acabei por só ficar lá durante uma temporada. Dito isto, admito que vim para o Dortmund com um plano em mente. Assinei por quatro anos e queria ficar aqui quatro anos ou até mais. Nunca estive numa equipa com tantos talentos jovens e depois de tanto tempo a mudar de sítio em sítio creio que é hora de me fixar num só lugar", concluiu.
Por Fábio LimaAcompanhe todas as incidências do encontro do Ap. Campeão da 1.ª Divisão de juniores
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