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Treinador do Benfica falou à Champions League Magazine sobre a qualificação "histórica" do Benfica na Champions e o regresso... ao Bernabéu
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"Para a história". É desta forma que José Mourinho continua a qualificar a vitória, na Luz, frente ao Real Madrid (4-2) e que garantiu ao Benfica a presença no playoff da Liga dos Campeões. Em entrevista à Champions League Magazine, que a Sport TV transmitiu alguns excertos, o treinador dos encarnados voltou a sublinhar a emoção de ter visto Trubin marcar já nos descontos.
"No momento em que nós fazemos o golo e toda a gente entra em campo, a única coisa que me lembro é da minha família que raramente está porque vivem em Londres e estavam ali naquele dia. Tinha mais ou menos a perceção de onde estavam, que seria numa box por cima do banco do Real, e quando vou naquela direção aparece-me o miúdo - que por acaso conheço porque joga no Benfica, mas mesmo que não conhecesse não dava muito tempo para perceber... É uma situação única. Já tinha ganhado numa situação parecida ao PSG, era uma eliminatória entre o Chelsea e o PSG, marcámos o golo da eliminatória os 90' e qualquer coisa, mas foi um atacante a marcar [n.d.r Chelsea-PSG dos 'quartos' de 2013/14, Demba Ba marca aos 87'] não um guarda-redes. Aquela situação de arriscarmos tudo com o guarda-redes e ser ele a fazer o golo... Para mim, no futebol, tudo é 'déjà vu', porque ao longo destes anos já passei por tudo, do bom e do mau. Já tinha passado por ganhar a eliminatória no último lance do jogo, mas ser um guarda-redes a fazer um golo - e que golo! - é efetivamente de perder a cabeça. Tive aqueles 3 ou 4 segundos de perder a cabeças, mas depois o Arbeloa trouxe-me à terra porque apareceu-me à frente, abraçou-me e fez-me ter aquela coisa de 'uau, não posso celebrar assim à frente dos meus amigos', e fui para dentro e não participei da festa que os jogadores fizeram no campo, festa que é normal pela forma como nos qualificámos, porque ao fim de 4 jogos tínhamos zero pontos... Sempre disse que enquanto a matemática dissesse que é possível, é possível. Foi uma vitória incrível com o 'rei dos reis', com o 'mr. Champions League' e foi de um significado muito grande. Independentemente do que aconteça no playoff com o Real, ou nos oitavos, nos quartos...., a maneira como nos qualificámos ficou na história da Champions, na do Benfica e na nossa própria história", afirmou.
O técnico dos encarnados abordou ainda a entrada do Benfica na 6.ª jornada da Liga. "Entrar a meio da época é uma coisa da qual não tenho grande experiência e cria-me sempre grandes dificuldades. Chegar e impor-me Tenho sempre dificuldades em perceber até que ponto posso entrar, que posso romper com o passado. Cria-me frustrações no sentido de 'humm... eu não gosto disto, mas tenho de pensar bem se vou modificar, se será melhor fazer ou não'. A minha experiência ainda não me ensinou muito a agarrar numa equipa a metade da época. Essa foi a dificuldade maior no Benfica".
O jogo da 1.ª mão do playoff joga-se já na terça-feira na Luz e a visita ao Bernabéu está agendada para o próximo dia 25, um regresso a uma casa que Mourinho bem conhece. "Não quero sentir nada. Não sei se vou conseguir, mas vou tentar. Cada vez que vou a sítios onde fui feliz - e já regressei a Manchester, a Milão... - tento sempre não sentir nada, mas antes do jogo sinto muito. Não é nunca uma situação normal voltar a um sítio onde se foi feliz, mas durante o jogo consigo abstrair-me sempre e é isso que espero que aconteça".
Desafiado pela UEFA a dizer uma palavra que resuma o tempo em que esteve à frente do Real Madrid, o técnico dos encarnados não hesitou: "Incrível porque a liga que ganhámos continua a ser 'a' liga porque continua a ser o máximo, a liga de todos os recordes, mas também incrível por todas as dificuldades: dificuldade de lutar contra um Barcelona fantástico, contra diversas situações e alguns tabus.... Foi incrível".
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