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Líder do Benfica diz que voltaria a assinar o contrato com a 'Questão Flexível', considerando que os 2 M€ não são um valor extraordinário
Rui Costa admitiu em tribunal que nem todos os contratos ligados ao IT (abreviatura do termo Tecnologia da Informação) são discutidos em sede do Conselho de Administração da SAD e que voltaria a assinar o contrato com a empresa 'Questão Flexível'. "Sim. Se fosse a ler todos os contratos que passam pelo Benfica não faria mais nada no clube", afirmou o presidente do Benfica que marcou presença esta quarta-feira na 1.ª sessão do julgamento 'saco azul' como representante do clube e da SAD, reportando-se depois ao contrato em causa. “Não sei se foi falado em Conselho de Administração. Com tanta matéria de IT, houve muitas conversas para desenvolver essa área no clube”, afirmou o dirigente, acrescentando: “Não tenho conhecimento de causa sobre o IT. Sei da importância que teve na evolução do clube. Isso consigo avaliar.”
Questionado se um contrato de 2 milhões de euros não é um valor avultado, Rui Costa nem hesitou. “Não. Não é um contrato extraordinário, mas também não é banalizado”, sustentou. Depois, confrontado com o facto de esse contrato ter vigorado durante três anos, o que perfaz uma média de 50 mil euros mensais para uma só pessoa, o presidente manteve a sua opinião. “Não é uma situação extraordinária para o clube. Depende da função, daquilo que seja a prestação de serviços”, esclareceu.
Questionado se a acusação do Ministério Público, que considera o contrato em causa fictício, não implicaria a existência de outros contratos para se realizar o IT, Rui Costa concordou. "Confirmo, sim. Não consigo definir que empresa faz isto e aquilo, relativamente ao IT. Os serviços externos têm de ser contratos para apoiar”, afirmou, acrescentando que seria o IT a resolver eventuais problemas com a emissão de bilhetes. "Tenho a garantia que isso não acontece agora e que se acontecer irão resolver. Para o Benfica é indiferente o número de funcionários, mas sim a competência”, frisou.
Depois de dizer que mantém a relação de confiança com Domingos Soares de Oliveira e Miguel Moreira, Rui Costa falou de Luís Filipe Vieira. "Estava presente no Conselho de Administração [aquando da assinatura do contrato com a 'Questão Flexível'], mas grande parte desses contratos passavam mais por Miguel Moreira. Não acredito que Luís Filipe Vieira tivesse conhecimento suficiente de IT. Tinha de confiar nas pessoa como eu", afirmou, reiterando que só assinava quando o antigo presidente e Domingos Soares de Oliveira estivessem ausentes.
Questionado pelo juiz acerca da forma como a notícia foi recebida pela SAD e quais as eventuais consequências, Rui Costa enfatizou que "a nível futebolístico foi bastante prejudicial". "Atacámos internamente para perceber que contrato era este. Nada nos faz desconfiar de Miguel Moreira. Foi tudo justificado. Nada nos fez pensar de outra forma", sublinhou o presidente das águias, o qual revelou a reação que Luís Filipe Vieira teve na altura. “Foi a mesma que a minha, tranquilo. A tranquilidade interna dos trabalhos do Benfica. Tudo justificado, visto pelas pessoas responsáveis por esse departamento. Houve mais revolta do que preocupação, já que poderia prejudicar o futebol”, explicou.
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