Filipe Martins prevê equilíbrio: «Rio Ave não será, em nada, mais fácil que os outros»
Técnico do Casa Pia faz a antevisão ainda com Lelo e Godwin, no último dia do mercado
Seguir Autor:
Último dia de mercado e Filipe Martins, apesar da incerteza até ao fecho das transferências, surgiu tranquilo na conferência de antevisão ao jogo com o Rio Ave marcado para as 15h30 de sábado, em Rio Maior.
Ante o desafio de se pronunciar sobre casos concretos a horas do fecho do mercado, o técnico do Casa Pia demonstrou essa serenidade.
"Sim, o Lelo e o Godwin ainda estão connosco e estão convocados para este jogo. Até ao final do dia, sabemos que tudo pode acontecer. Mas seja qual for o cenário, estou tranquilo. Se eles ficarem, sinto da parte deles total comprometimento, se algum deles sair, sinto também os jogadores que estão preparados para a posição deles completamente prontos para os substituir, se isso tiver de acontecer. Sinceramente, é um tema que não me tira muito o sono", garantiu.
Face à eventualidade de algum frenesim nas últimas horas do mercado de transferências, Filipe Martins assegurou: "O meu dia vai ser seguramente tranquilo e com o foco no jogo de amanhã com o Rio Ave. Tenho total confiança nas pessoas que estão à frente desse processo, portanto vai ser um dia perfeitamente normal. Acredito que os jogadores possam, eventualmente, estar um pouco mais ansiosos, mas a mim não influi em nada naquilo que é o meu dia a dia normal. Agora, como é óbvio, há sempre aquela tendência de querer que o mercado feche, para que as coisas estabilizem e não haja tantos pontos de interrogação no ar, apesar da sabermos que há outros mercados que fecham um bocadinho mais tarde e que, a nível de saídas, nunca está fechado realmente nesta altura. Mas se calhar até temos de nos focar mais em entradas do que propriamente em saídas."
Colocando o foco no jogo com o Rio Ave, 14.º classificado, com três pontos em outros tantos jogos, o técnico do Casa Pia, no 7.º lugar, com mais um ponto que o adversário, entende que esta partida possa ser encarada como um desafio mais acessível do que o empate (1-1) conseguido na última ronda no Bessa, ante o Boavista, por exemplo.
"Mais tranquilo? Longe disso. O Rio Ave é uma equipa muito competente, muito bem orientada pelo Luís Freire, que traz uma estrutura de trás. Acho até que o facto de estarem impedidos de inscrever jogadores acaba por fortalecer ainda mais o seu grupo de trabalho e de os unir ainda mais, porque acaba por ser uma dificuldade que o próprio Luís deve utilizar como fator motivador. Não será, em nada, mais fácil do que qualquer um dos outros jogos. Pelo contrário. Até pela identificação que existe entre mim e o Luís. Conhecemos muito bem as ideias um do outro, vamos tentar ‘enganar’ um bocadinho em pequenos pormenores (seguramente, é aquilo que ele também irá fazer), mas foram sempre muito equilibrados, os embates entre Casa Pia e Rio Ave, e amanhã vai poder cair para qualquer dos lados, porque são duas equipas muito competentes e têm muita qualidade. Nós também estamos muito confiantes no que temos vindo a fazer, estamos atrabalhar bem, os jogadores estão a crescer cada vez mais e acreditamos que amanhã temos uma palavra a dizer na discussão dos três pontos", perspetivou.
Já quanto ao execelente momento de forma de Clayton, que leva uma mão cheia de golos nos cinco jogos disputados, Filipe Martins não desarmou e explicou a evolução do avançado de 24 anos. "O principal responsável pelo momento que está a viver, é ele próprio. O ano passado foi de adaptação, a uma realidade e mentalidade de treino e competição diferente. Este ano, percebeu qual seria o caminho para dar a volta à situação que ele viveu no ano passado, de passar de titular para o banco e, em alguns jogos, nem sequer entrar, porque na altura eu achava que ele estava em terceiro lugar na hierarquia. Fizemos ver-lhe que perdendo dois, três quilos, podia ser muito melhor jogador, muito mais ágil, encarou isso como um desafio, respondeu muito bem. A atitude, a mentalidade e o profissionalismo que tem demonstrado são exemplares e julgo que está a começar a colher os frutos disso. Sinceramente, acho que isto é o início de algo que pode ser muito bom para a carreira dele e muito bom para a nossa equipa", rematou o técnico.