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O Estrela da Amadora disputa este domingo a quarta jornada da Liga Betclic frente ao Nacional e chega à Choupana com as pernas mais descansadas do que os madeirenses, devido ao adiamento do jogo dos tricolores diante do Sp. Braga. Contudo, continua com a fome de vencer, vindo de dois empates, e para agarrar os três pontos, Pepa pede estabilidade na equipa.
"Há coisas positivas a retirar dos dois jogos [frente ao Sporting e ao Alverca]. Passamos por duas situações que nos fizeram crescer e o nosso desafio agora é conseguirmos ser mais estáveis durante o jogo, independentemente do resultado. Em Alverca começamos a ganhar, eles deram a volta e nós recuperamos. Com o Sporting, estivemos a perder 2-0 e a equipa não foi abaixo emocionalmente. O desafio que colocamos todos os dias é manter esse rigor e disciplina tática e emocional, porque podemos estar à frente ou atrás no resultado, mas temos de manter sempre esse equilíbrio. Não é fácil e às vezes só se vai crescer com a própria dor e o próprio erro. Agora queremos conseguir o objetivo de todos cá dentro, que é a primeira vitória", afirmou, na antevisão da partida.
Contudo, o treinador dos tricolores reconhece as dificuldades que o adversário pode criar no caminho para alcançar a meta, mas acredita na qualidade e conhecimento dos jogadores em campo: "O Nacional tem um extra de dificuldade, sabemos que o próprio campo, o próprio clima e a altitude também dificultam. Mas isso tudo também serve para crescermos e temos jogadores, já do ano passado, que sabem o que é o Funchal e a Choupana, isso é muito bom. Depois há também a parte desportiva. É uma competitiva, bem orientada e com bons jogadores. Sabemos aquilo que vamos encontrar e, agora que o temos identificado, temos de colocar em prática a nossa qualidade."
Em relação à semana extra de preparação, Pepa aproveitou-a ao máximo para afinar os detalhes que, por vezes, não consegue dar tanta atenção durante o tempo de pausa entre os jogos. "Conseguimos ir a pormenores dos jogadores, de dinâmicas, questões individuais e setoriais, que durante uma semana, às vezes não temos tempo, por haver tanta coisa para afinar. Essa é a parte positiva, por outro lado, não há nada como a adrenalina do jogo. A verdade é que isso perdeu-se um pouco, mas temos que olhar sempre para o lado positivo das coisas", realçou.
Com o fecho do mercado de transferências já perto, o líder dos estrelistas admite que procura aumentar as opções para o ataque da turma da Reboleira, mas que, se pudesse, fechava a porta a possíveis saídas. "Por mim não saía ninguém. Apegamo-nos aos jogadores, idealizamos os jogadores para crescerem e ajudarem a equipa, só que há coisas que não controlamos e que não dependem de nós. Mas temos de estar preparados para isso. Todos os treinadores sofrem muito com o mercado e querem que o mercado feche rápido, eu também, mas tenho de olhar para isso com naturalidade. Se me perguntarem diretamente, gostava que não saísse ninguém, mas vamos ver.
Pepa partilhou como tem sido a mudança na administração e aproveitou a conferência de imprensa para deixar uma mensagem a Paulo Lopo, que deixou o cargo de presidente esta semana depois da compra da SAD.
"A integração foi oficializada recentemente, mas já andávamos a trabalhar juntos, internamente, há muito tempo. Tem sido tudo muito natural, toda a gente se dá bem e temos todos o mesmo objetivo. Aproveitou também para agradecer ao presidente e à antiga direção por tudo o que fizeram. Foi um trabalho quase de Guinness é uma coisa histórica. É como criar um bebé e metê-lo a andar, sinto muito essa energia aqui dentro e para mim, também é um orgulho, porque tudo o que me venderam em termos de projeto, está a bater certo", concluiu.