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O Processo Especial de Revitalização do Estrela da Amadora foi chumbado esta quinta-feira. A SAD dos tricolores tinha avançado com um PER para reestruturar a dívida, superior a 25 milhões de euros, pedindo o perdão de 90 por cento das dívidas aos seus credores, a totalidade de juros e indemnizações, e o pagamento de apenas 10 por cento em 72 prestações. No entanto, o Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa Oeste rejeitou-o, alegando que o plano é "desproporcional".
"Prevê um perdão de 90% do crédito dos credores comuns - que totalizam um montante muito considerável por contraponto com os créditos garantidos e privilegiados -, torna mais flagrante a desproporcionalidade do sacrifício que é exigido àqueles credores, na medida em que, havendo incumprimento do plano ficariam vinculados para o futuro ao perdão e à moratória nele previstos, e partiriam sempre numa situação de desvantagem na eventualidade de um novo PER", pode ler-se.
No entanto, segundo apurámos, o licenciamento do Estrela na 1.ª Liga não estará em causa, desde que sejam apresentadas certidões à Liga relativas à inexistência de dívidas à Autoridade Tributária e à Segurança Social, esta última a quem a SAD terá de pagar, nos próximos dias, cerca de 689 mil euros.
[Em atualização]