Pepa e os 12 golos do tridente ofensivo: «Não estamos reféns de individualidades»
Técnico do Estrela valoriza o coletivo e assume "orgulho enorme" em dispensar oito jogadores às seleções
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O E. Amadora recebe este domingo o Académico Viseu, em Rio Maior, por inviabilização do Estádio José Gomes, devido ao estado do relvado e Pepa, técnico dos tricolores, não espera facilidades, mas promete não desarmar na campanha que deixa a equipa no 5.º luga da Liga, sem derrotas.
"É preciso sermos muito competentes, muito concentrados. O Académico é uma equipa que é praticamente a mesma em termos de jogadores da equipa que fez um campeonato fantástico no ano passado e conseguiu subir de divisão com muito mérito. Tem diferenças no treinador, que também tem boa experiência, e está à vista que é uma equipa muito organizada, muito competitiva, que consegue pressionar alto, praticamente encaixa homem a homem, mas também, quando tem que baixar o bloco, não tem problemas, pelo contrário, fica confortável. É uma equipa muito equilibrada, ao nível de de competência, de organização, portanto, vai-nos obrigar a estar ao nosso melhor nível, vai-nos obrigar a ser o melhor Estrela", avaliou.
O melhor Estrela já leva 14 golos marcados, mais cinco do que o registo máximo anterior à 6.ª jornada, muito à conta da dinâmica do trio ofensivo composto por Stoica, Antonelli e Marcus Abraham, com quatro golos cada. Pepa enfatiza o coletivo. "Os golos têm aparecido, são 12 desse tridente ofensivo, mas o coletivo é que está acima de tudo, o trabalho é da equipa. É coletivo, são dinâmicas, são situações trabalhadas e próprias também na ligação entre os jogadores, não só os três, mas está da equipa toda. Portanto, nós não ficamos reféns de individualidades, não ficamos reféns do tal tridente da frente, pelo contrário. Agora, claro que há há jogadores que têm condições e características muito específicas e momentos também muito específicos e momentos fantásticos de estar, como se costuma dizer, de pé quente."
A jogar de novo fora de casa, agora em Rio Maior, depois de ter recebido o Sp. Braga em Alverca, o técnico dos tricolores, comentou a deslocação enquanto anfitrião. "É mais longe. E não há combio também, ia ajudar. Agora a questão é o amor pelo clube. É a paixão pelo clube. É os adeptos saberem que são muito importantes e sabem. Com estes adeptos, até na Lua jogamos. E nós, mais uma vez, apelamos a esse espírito de um sacrifício. Há também a disponibilidade de autocarros, que foi uma iniciativa muito boa por parte do clube, para ajudar em termos de mobilidade, a força dos adeptos é fundamental", assumiu o técnico que conta ter o próximo jogo em casa já na Reboleira: "Depois da pausa dos jogos das seleções, vamos a Arouca, depois há a Taça de Portugal fora, depois é o Casa Pia. Conto a 100%, porque já estava agendado."
Quanto ao facto de dispensar oito jogadores para as respetivas seleções (Jefferson Encada, Stefan Lekovic, Vuk Pavicevic, Santiago Serra, Eddy Doué, Lovro Zvonarek, René Mitongo e Leandro Antonetti), Pepa reconheceu: "É um orgulho enorme. Há as coisas más, que é deixarmos de os ter connosco a trabalhar, porque nós gostamos muito de trabalhar, de treino, evoluir, crescermos, corrigirmos coisas que não estão bem, mas aqui na balança não há dúvida, é um orgulho enorme. Benificiam desse trabalho coletivo, em que todos contribuem, mas na competitividade diária, que os leva sempre a melhorar, mas é uma valorização enorme para os jogadores e para nós também", rematou.