Sérgio Raimundo vai apresentar Estoril "sem complexos" no Dragão

"É o primeiro contra o último, mas é o ponto de partida e não o ponto de chegada", defendeuo técnico dos canarinhos

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O treinador Sérgio Raimundo, do Estoril
O treinador Sérgio Raimundo, do Estoril • Foto: Fernando Veludo
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Promovido dos sub-23 para render Vasco Matos no comando técnico do Estoril, Sérgio Raimundo enfrenta um duro teste a partir das 20h30 de sábado, no Dragão, frente ao FC Porto. "É o último contra o primeiro. É a realidade, é o ponto de partida, mas não é o ponto de chegada", começou por avaliar, avançando para designar os trunfos com que conta para defrontar o campeão e líder: "Temos o grupo unido, ninguém quer estar nesta situação, mas não fugimos do que é. Temos de jogar sem complexos, ter disciplina e não há desculpas. Só vamos melhorar com trabalho e ações em campo. A competição começa em cada dia de treino e queremos encontrar uma constância na nossa forma de atuar."

À frente de uma equipa com apenas dois pontos em 18 possíveis, o técnico de 42 anos não desanima. "Temos de ganhar confiança a cada jogo e só vamos fazer isso com trabalho diário. Sinto os jogadores a responder bem e agora cabe-nos transformar esse trabalho da semana em resultados. Depois do jogo com o Moreirense, a minha mulher comentou comigo que não estava habituado a perder e respondi: 'Não estou, nem quero estar'", assumiu Sérgio Raimundo, antes de perspetivar o duelo com o FC Porto: "É um adversário que nunca perdeu, sofre poucos golos e tem enorme qualidade. Não esperamos facilidades nenhumas. Queremos ser competitivos e isso passa por encontrar soluções perante qualquer adversário. Num jogo desta dimensão, algumas nuances estratégicas podem ser importantes e, se os jogadores acreditarem e forem até ao fim, podemos ter um impacto forte no jogo", garantiu o técnico.

Quanto ao futuro, Sérgio Raimundo deixou tudo em aberto. "Só penso no dia de hoje. Os resultados semanais é que ditarão. Quando assumimos esta posição, sabemos que não temos uma longevidade de 10 anos. Só Sir Alex Ferguson esteve tanto tempo no Manchester United, e mesmo assim não teve um início fácil, esteve para ser despedido. Somos uma grande família e a casa está com vontade de que as coisas aconteçam de forma positiva. Ninguém está feliz por estar em último, mas vamos trabalhar porque em cada jogo há uma forma de vencer. Quero uma equipa destemida, unida e que luta até ao último segundo do jogo", rematou o técnico dos canarinhos.

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