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Carlos Carvalhal não põe metas ao Famalicão: «Objetivos, por vezes, são castradores»

Carlos Carvalhal
• Foto: Hugo Monteiro/Movephoto

O Famalicão visita o Estoril, esta sexta-feira, na estreia de Carlos Carvalhal no banco nem jogos oficiais. O objetivo é iniciar o campeonato com o pé direito e, para tal, o técnico promete uma equipa competitiva. Quanto a objetivos concretos para a temporada, não haverá barreiras.

Fim das pausas técnicas, um apelo pessoal: "Eu gostava de desejar boa época a todas as equipas do futebol profissional, que seja fantástico a nível de futebol, que se fale só de futebol e queria congratular-me com as decisões de parar pausas técnicas. Queremos futebol atrativo e esta é uma decisão assertiva por parte do Conselho de Arbitragem. Congratulo-me por isso. Espero que seja um bom prenúncio para uma grande época."

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Condições para época decorrer com normalidade a todos os níveis após possível erro na Supertaça e áudios de Pedro Proença: "Sinceramente, eu estou alheado dessas situações todas ou quase todas. Chega uma ou outra coisa, mas não tenho conhecimento aprofundado. O que desejo é que haja a maior normalidade possível. Estamos num período crítico, perto da centralização, e importa pacificar o futebol, que haja futebol positivo para que todos os clubes saiam beneficiados." 

Balanço da semana pré-jogo e de regresso a Portugal: "Tem sido uma pré-época boa, a equipa está a evoluir, não há equipas a 100%. A nossa também não está a 100%, mas está 100% preparada para competir, é muito competitiva, dá-nos essa tranquilidade. Ganhar será consequência ou não da qualidade perante qualquer adversário. O que podemos assegurar é a competitividade da equipa, a vontade de ganhar e importa ter a equipa alinhada e como eu gosto, a respeitar o adversário, a ser humilde para com todos, a discutir cara a cara com todos. Agora vai ser o Estoril e será assim que abordaremos o jogo. Respeito máximo, Estoril tem muito bons executantes, mas máxima ambição." 

Plantel: "Estou sempre satisfeito, quando não estou vou pescar aos sub-23 ou sub-19. Mas estou satisfeito com o plantel. Recordo que o Famalicão renova cinco posições em seis com seis jogadores. Foi tudo bem feito pela estrutura e muito bem feito. Parece que a equipa é praticamente a mesma. A equipa vai ter uma cara diferente, vai crescer com o tempo. Jogadores precisam de tempo, mas respondem afirmativamente e a um nível bastante bom. Temos consciência de que vamos crescer ao longo do tempo."  

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Estoril: "Conhecemos tudo. É uma equipa que tem uma matriz do passado com excelentes jogadores de recorte técnico, Guitane, Begraoui, João Carvalho, Holsgrove. Era uma equipa de matriz ofensiva, Vasco Matos vai dar mais equilíbrio, no sentido de solidificar bem as suas equipas. Será uma equipa a ter em conta e vai ser uma equipa que vai animar o campeonato. Assim como espero que o Famalicão seja um dos protagonistas da Liga." 

Mudanças e cunho pessoal: "Algumas coisas. Deixo depois para a análise, em vez de estar eu a falar. Algumas coisas que foram visíveis em Como, nos jogos anteriormente. A equipa continua a ter uma consistência defensiva muito forte, equipa consistente, muito competitiva, depois há traços que vamos procurar implementar. Com tempo, vai crescer no campeonato. Mas ao mesmo tempo digo que está preparada para competir e que vai ser incómoda para qualquer adversário." 

Adeptos: "Acima de tudo, eu disse-o também na apresentação, precisamos do apoio deles. Ouvi muito a palavra família e aqui somos uma família. Os adeptos também nos apoiam. Nas famílias não corre tudo bem e é nos momentos difíceis que as pessoas se apoiam. Sabemos que o apoio é normal, os adeptos veem-se nos momentos mais difíceis. Podemos garantir competitividade, atitude e jogar para ganhar os jogos todos." 

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Objetivo: "Eu não gosto muito de criar barreiras. Entendo que objetivos são barreiras às vezes. Por que é que havemos de pensar no 5.º, 6.º ou 7.º e por que não olhar para os jogos a pensar que podemos competir com todos. A partir do momento em que consigo competir, a classificação final vai refletir. Eu não gosto de colocar barreiras, gosto que a equipa vá para o Estoril com vontade de vencer. Podemos ganhar, empatar ou perder e fazer tudo para que esteja ao nosso alcance. É assim que gosto de caminhar no campeonato. Objetivos às vezes são castradores, as equipas chegam ao objetivo e conformam-se, não tentam ir mais longe. Como diz o caminhante, o caminho faz-se caminhando." 

Por Pedro Morais
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