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Hugo Oliveira: «Famalicão não é uma equipa de duas caras»

Hugo Oliveira, treinador do Famalicão
• Foto: Luís Vieira/Movephoto

Depois da derrota em Alvalade, o Famalicão volta a casa e espera dar uma alegria aos adeptos na receção ao Casa Pia. Os resultados recentes dentro de portas dão confiança, mas Hugo Oliveira recusa que a equipa tenha duas caras. 

Jogo com o Casa Pia e momento do adversário: "Jogo extremamente competitivo, difícil, perante uma equipa num bom momento, que teve resultados positivos, teve impacto da chegada do treinador. Tem um processo defensivo forte, quer dar passos no processo ofensivo e chegará com o intuito de lutar pelo jogo. Mas nós olhamos para nós, para as nossas ambições e mais uma vez estarmos lado a lado com os nossos adeptos vai ser importante. Gostamos de lhes dar alegrias e o que queremos amanhã é dar final de dia feliz e início de semana positivo." 

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Perigos do Casa Pia: "O Casa Pia tem mostrado que é uma equipa muito consciente do processo defensivo. É uma equipa que fecha bem, que tem um processo rigoroso e disciplinado, que tem trazido muitas dificuldades. É uma equipa que sai rápido, objetiva, que quer agredir o adversário e quer atingir rapidamente o adversário. É uma equipa boa, com bons jogadores, treinador muito experiente. Olhamos para nós e é mais um momento para nos mostrarmos, para mostrarmos a nossa ideia, trazermos caminhos que possam ser diferentes e voltarmos às vitórias. Não gostamos de estar sem ganhar. Estamos mais felizes quando ganhamos. Vimos de uma derrota e queremos voltar rapidamente às vitórias. Fizemos um jogo competente no último jogo." 

Alternância entre vitórias em casa e derrotas fora: "Durante a maior parte da época conseguíamos mais vitórias fora do que em casa. Perdemos com o campeão nacional e batemo-nos muito bem, com uma segunda parte muito competente do ponto de vista defensivo. Não criámos tanto na segunda parte, mas tivemos situações para fazer golos na primeira parte e o resultado custa. Somos uma equipa que tem estado bem em casa e fora. Todas as equipas quando têm adeptos do lado são mais fortes e nós também. Não somos equipa com duas caras, somos uma equipa com uma ideia e que tenta ir com essa ideia quer seja em casa, quer seja fora." 

Alegado racismo de Prestianni para com o Vinicius Jr.: "Já se falou muito sobre isso, não é o futebol, é a sociedade. Temos que evoluir. Racismo, xenofobia, homofobia, dificuldade de lidarmos com pessoas de religiões diferentes. Futebol tem que ser e devia ser ponto de luta positiva para esses males da sociedade. Desporto devia ser usado para educar todos os jovens a aprenderem costumes através do futebol e do desporto. Pessoas com mais ou menos dificuldades a lutarem pelo mesmo objetivo. Não me cabe interpretar o que aconteceu, porque está a ser investigado, mas temos que usar desporto para abolir tudo o que é mau na sociedade. Futebol tem que ser uma imagem positiva para a educação dos mais jovens. Temos todos que fazer isso. Treinadores, jogadores, adeptos e dirigentes. Em relação ao acontecimento, está a ser investigado, vamos esperar para ver." 

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Regressos de Rodrigo Pinheiro e Mathias de Amorim: "Esta semana é daquelas semanas em que o treinador está feliz, mas tem dores de cabeça. Todo o grupo está disponível, só o Oscar Aranda está no período final da recuperação. Vai demorar até estar pronto para jogar e contribuir. Agora cabe ao treinador ver quem está mais forte para jogar. Todos têm estado muito bem. O Pedro Santos tem respondido bem, o Garcia também."  

Aranda até ao final da época: "É quase certo que vai jogar. O processo está a ser bem guiado pelo departamento médico e o atleta tem-se dedicado de forma fantástica à recuperação. Sabemos que não queremos correr riscos, mas ter um atleta de grande nível disponível. Ainda falta um pedaço. Está a trabalhar com bola, mas sozinho. Falta o passo final, depois há a reintegração com a equipa, mas acreditamos que até ao final da época ainda vai estar algum tempo connosco." 

Gustavo Sá a treinador? "Hoje começam muito cedo a sonhar. A minha geração mudou um pouco esse paradigma. Todos sonhávamos em ser jogadores e acho que depois há um momento em que as coisas mudam com o processo Mourinho, que acaba por ser um modelo para todos. O facto de chegar um jogo de computador em que se era treinador, o FM. Fez com que agora muitos jovens antes de quererem ser jogadores querem ser treinadores. O Gustavo tem interpretação boa do jogo e quer aprender o jogo para se divertir a jogar. Mas tem características e não é o único do plantel que acho que possa vir a ser treinador. É bom que cheguem treinadores com ideias novas e estes jovens vão chegar lá com muita ferramenta tática que no nosso não eram tão fáceis de adquirir." 

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Por Pedro Morais
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