As lesões no FC Porto, jogadores "à vontade e não à vontadinha" e os craques do Gil Vicente: tudo o que disse Conceição

Sérgio Conceição fez esta sexta-feira a antevisão ao jogo com o Gil Vicente, partida da 6.ª jornada da Liga Betclic agendada para amanhã, às 20H30.

Que expectativas tem para o jogo com o Gil Vicente, uma equipa que apresenta o segundo melhor ataque e um treinador que o Sérgio Conceição conhece bem?

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"O Vítor [Campelos] tem feito um trajeto interessante, trabalhou comigo no Vitória, sei da qualidade dele e de todos os jogadores que compõem o plantel do Gil Vicente. Tem sido historicamente difícil para nós, nos últimos dois anos não conseguimos ganhar, mas cabe-nos a nós perceber qual é a dinâmica da equipa, os seus pontos fortes, e estarmos atentos. Com o mesmo respeito que tivemos com o Shakhtar, porque a preparação é feita da mesma forma. Queremos ganhar, trabalhamos para isso."

O Galeno foi umas das principais figuras do jogo em Hamburgo. Em seu entender por que razão ele surge com impacto nos jogos europeus? Que diferenças nota na sua evolução?

"É uma evolução normal. Chegou cá muito jovem, entretanto saiu para o Sp. Braga, onde teve uma evolução  interessante, e depois voltou para colmatar a saída do Luis Diaz de uma forma que me agrada. Hoje é um jogador diferente, não nas estatísticas mas no critério. A tendência dos jogadores é de evolução e nós como equipa sentimos o mesmo. Vamos conseguindo resultados positivos, excetuando o do Arouca. Em termos exibicionais esperava um bocadinho mais, já o disse. A equipa tem de evoluir, vai sendo cada vez mais forte."

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O FC Porto vem de uma vitória na Champions, mas trouxe mais uma lesão. O Zaidu está fora deste jogo com o Gil Vicente?

"Está fora, vai estar nas próximas semanas. Teve uma lesão muscular. Infelizmente temos tido alguns problemas, não com lesões musculares... Marcano e Evanilson foi nos joelhos. Mas temos de ter soluções, esta ausência não muda o plano de jogo, temos outros jogadores que podem fazer a posição. O treinador quer ter toda a gente disponível."

Esta vitória na Champions pode marcar uma mudança nos processos da equipa?

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"Não é a exibição que nos dá a confiaça, ela é adquiria aqui, com trabalho. Depois, os resultados podem ou não acontecer. Mas essa dinâmica vai-se adquirindo com a evolução que vamos tendo, cada jogador na sua posição e nós como equipa. Há também a questão da estratégia definida em função do adversário, nenhuma equipa do mundo olha só para dentro. Mas o importante é perceber que o trabalho é focado no que somos e no queremos como equipa. A exibição com Shakhtar Donetsk é natural para quem conhece estes jogadores e a história deste clube."

O Sérgio Conceição já falou em tempo de sofrimento dos reforços. Mas o Alan Varela e o Iván Jaime parece que já se sentem à vontade nos processos da equipa...

"Sentem-se à vontade mas não à vontadinha, têm de perceber algumas das ideias que tenho para os jogadores que jogam naquela posição. Acredito que têm muita coisa a melhorar. Mas também acreditamos, e por isso é que os fomos buscar, no potencial e na qualidade deles, que depois têm de ser colocados à disposição da equipa."

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A instabilidade de resultados em equipas como o FC Porto e o Benfica, foi provocada pelas mexidas de mercado?

"Este é o segundo melhor arranque do FC Porto em 7 anos. Queremos fazer exibições perfeitas, mas isso não é possível, andamos à procura... Pode haver um ou outro jogo, mas andámos muito perto em muitos deles. Os resultados têm sido positivos, têm sido melhor os resultados do que as próprias exibições, como já disse. Em termos excecionais, fazer pior do que fizemos acho difícil. A expectativa é fazer resultados positivos e isso passa por é ganhar. O nosso objetivo é reconquistar o campeonato."

a exibição contra o Shakhtar Donetsk foi globalmente positiva. É mais difícil defrontar um adversário em Portugal do que jogar na Champions?

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"Não me vou contradizer, já disse que a preparação é sempre a mesma, há sempre o mesmo foco e rigor. Quando apanhamos na Taça de Portugal equipas de escalões inferiores é igual. A vida e a história de cada jogo é que são diferentes. Há aspetos, como a estratégia definida, a motivação dos jogadores para as provas, que são depois importantes. Na Liga dos Campeões os jogos são mais divididos, mais abertos do que no Campeonato Nacional, é normal. Cada vez as equipas técnicas e os plantéis são mais competentes. No jogo com o Estrela da Amadora fiquei impressionado e este Gil Vicente tem jogadores muito interessantes também. São equipas que definem uma estratégia, vai-se ao pormenor em tudo. Cabe-nos a nós pensar que cada jogo é uma final, tentar desmontar aquilo, as boas organizações defensivas, e ir à procura do golo. E ser equilibrado para não sofrer. É dentro disto que por vezes é mais difícil. Pode haver mais dificuldade em 'romper' uma muralha no campeonato do que na Liga dos Campeões."

Que lhe parece jogadores do Gil Vicente como o Maxime Dominguez?

"Olho para o coletivo. Dentro desse coletivo pode haver jogadores ao olho do adepto que podem ser mais refinados, mas eu vejo outras coisas no jogo. O Maximo, Fujimoto... Têm um plantel interessante, mas vamos preocupar-nos com todos os jogadores do Gil Vicente."

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O André Franco está à frente do Pepê nas suas escolhas?

"Aqui não há ninguém à frente de ninguém. Todos trabalham semanalmente e é esse trabalho que me dá a resposta sobre quem joga."

Por Record
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