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A mensagem de Maniche que abriu o coração a Farioli: «O conforto não faz parte da minha carreira»

Farioli durante o FC Porto-Rio Ave
• Foto: LUSA_EPA

Com a 1.ª mão dos quartos-de-final da Liga Europa ao virar da esquina, Francesco Farioli foi um dos destaques da mais recente edição do Magazine da UEFA, numa conversa que começou com uma mensagem de Maniche direcionada a todo o grupo portista. 

"Olá pessoal, é o Nuno Maniche. Liguei-vos para saber como estão as coisas e desejar-vos tudo de bom. Já passaram 21 anos desde que voei entre dragões. É verdade. Mas é ótimo. O Estádio do Dragão permanece uma fortaleza. Na minha altura tínhamos garra, éramos invencíveis. Ganhámos tudo juntos. Mas foi na Taça UEFA, Liga Europa, que tudo começou para mim, com o FC Porto. Desde que fui embora, vi-vos a ganhá-la, a chegar perto e a voltar a tentar. A competir consistentemente na Europa e a desenvolver talentos como o Rodrigo Mora. Ele faz-me sorrir quando o vejo jogar. Acredito que conseguem escrever um capítulo maravilhoso na rica história deste famoso clube. Lembrem só: vocês são os dragões. Boa sorte. Falamos em breve", referiu o antigo médio do FC Porto e da Seleção Nacional, numa mensagem que Farioli sentiu de forma especial. 

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"Uma grande mensagem de um grande jogador e especialmente de uma lenda verdadeira do clube", referiu o italiano, que depois recuou ao passado para recordar o que o moldou e o que o levou a ser o treinador que é hoje em dia no FC Porto: "Se há uma linha comum em todas as decisões que tomei até agora, é que o conforto não faz parte da minha jornada. Quando acabei a escola secundária, tomei a decisão corajosa de estudar filosofia em Florença. Decidi começar a minha jornada com o desejo de desenvolver a minha forma de pensar, não sobre 'o quê', mas sobre o 'como'. A curiosidade é um dos elementos principais que me motivam e algo que exijo muito dos meus jogadores."

Farioli abordou ainda a mescla de juventude e experiência no plantel do FC Porto, garantindo que aprende com todos. "O Thiago Silva, que acabou de chegar aos 41 anos de idade, é um jogador com uma carreira incrível. Na última temporada, meu capitão era o Jordan Henderson. E na anterior, o meu capitão era o Dante. Dois deles mais velhos do que eu. Espera-se que não haja nada que lhes possa dar ou ensinar, mas, na realidade, acho que lhes dei algo. E também aprendi muito deles. E este é o valor real do que fazemos todos os dias", considerou o treinador, que depois fez também uma pequena antevisão ao duelo com o Nottingham Forest. 

"É um jogo que vai exigir a nossa melhor versão. Isso é claro, contra uma equipa muito competitiva, ainda mais desde que o Vítor Pereira assumiu o comando técnico. Vamos defrontar adversários difíceis. Sinto-me privilegiado e muito sortudo por fazer o trabalho que faço num clube com esse tipo de história. Trabalhar no duro está-me no sangue. Esse é o primeiro passo, um passo obrigatório, para ter sucesso", apontou. 

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A nível mais pessoal, Farioli contou como é o seu dia-a-dia, assumindo que nem sempre é fácil conseguir o equilíbrio. "Equilíbrio é uma palavra muito difícil de termos na vida. O que tento aprender é a ligar e a desligar. Em casa tento dedicar-me aos meus dois filhos e, quando chego, a televisão está ligada no Youtube com músicas do FC Porto a passar e isso cria uma dinâmica que é muito especial. Continuo a trazer o computador para casa, mas tento não o abrir tanto, só quando é preciso e, quando o faço, normalmente tenho os meus dois 'adjuntos' mais novos a darem-me conselhos para os treinos ou táticas do dia seguinte", contou, entre sorrisos. 

Por José Miguel Machado
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