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Abraço de Quaresma a Jesus causou desconforto

Abraço de Quaresma a Jesus causou desconforto
• Foto: Pedro Ferreira

Não caiu bem junto da estrutura portista o abraço de Ricardo Quaresma a Jorge Jesus no final do último clássico, uma vez que tudo aconteceu minutos após o desaguisado entre Julen Lopetegui e o treinador do Benfica. Apesar da amizade que une o jogador do FC Porto e Jesus, no entendimento dos dragões, a situação poderia ter sido evitada, pelo menos em público, de forma a não causar um natural desconforto. O capitão Jackson Martínez, por exemplo, cumprimentou o técnico das águias já no túnel, ou seja, longe dos holofotes, pelo que não teve qualquer impacto negativo.

Em caso de vitória no jogo ou em condições normais, a reação de Ricardo Quaresma até poderia ter passado despercebida ou compreendida de outra forma, mas perante um resultado adverso para as aspirações portistas na luta pelo título e depois do que aconteceu entre os dois treinadores, o gesto de fair play ganhou outros contornos. Alheio a tudo o que se passou, o camisola 7 do FC Porto deu um abraço a Jorge Jesus e as objetivas captaram o momento.

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Uma situação que teve muito maior alcance do que a pequena reunião de amigos, no relvado, que juntou o mesmo Quaresma, Helton e Júlio César. Recorde-se que o Mustang foi companheiro de equipa do guarda-redes do Benfica no Inter Milão, onde foram campeões europeus. Quanto a Helton, tem em comum com o seu adversário da baliza o facto de ter sido formado no Vasco da Gama. Aí tudo normal.

Reação

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Como facilmente se percebe, Julen Lopetegui não terá gostado da forma calorosa como o extremo, de 31 anos, se dirigiu a Jorge Jesus, depois do que tinha acontecido momentos antes e que marcou de forma negativa este clássico. No entanto, tal facto não significa que esse desagrado se venha a manifestar na composição da equipa que vai defrontar o V. Setúbal, no próximo domingo. Se tudo correr dentro da normalidade, o Mustang vai recuperar a titularidade nas alas.

Seja como for, Quaresma volta a estar no centro de mais um episódio polémico, depois daquele que no início da época, em Lille, que lhe custou uma dura reprimenda do treinador e por consequência a braçadeira de capitão. A época está a fechar e o filme parece ter voltado ao ponto de partida no que à relação entre o treinador e o jogador diz respeito...

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