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André Miranda recorda estreia: «Quando vi a placa a entrar com o 72 fiquei ofegante e assustado»

André Miranda
• Foto: FC Porto

Com, André Miranda é um jovem feliz. Mas, garante, tem mais objetivos para cumprir, isto apesar de já se ter estreado pela equipa principal, num momento que recordou aos meios do clube depois de assinada a renovação. 

"Comecei com praxe logo, a cantar e a agradecer à malta. Não tinha sido o meu primeiro jogo a ser convocado, já conhecia o ambiente do Estádio do Dragão, mas nesse jogo tive a mesma esperança que já tinha tido em Plzen", começou por contar, acrescentando: "Só pensava “estou aqui, sou o quarto extremo, tenho a possibilidade de entrar”. Na altura começámos a ganhar 1-0, com um golo do Oskar, e eles empataram por volta dos 70. Nesse momento, vi que só faltava uma substituição, precisávamos de ganhar e só havia defesas a aquecer comigo, pensei que seria a minha oportunidade de entrar e fazer a diferença. Quando o míster disse “Miranda, quatro minutos”, fique logo cansado. Nem estava a correr, mas fiquei cansado. Comecei a fazer sprints de um lado para o outro, a ativar e a acelerar. Chamaram-me, tirei o colete, já ia entrar e disseram-me para ter calma e ver as bolas paradas primeiro. Vi aquilo muito rápido, fui para a linha de meio-campo e, quando vejo a placa a entrar com o 72, fiquei ofegante e assustado. Estava 1-1, ainda por cima. Sabia que os meus pais estavam a ver também, tal como os meus amigos, mas consegui o que queria quando entrei, mudar o jogo, mesmo não estando diretamente ligado aos golos. Conseguimos uma vitória importantíssima e não consegui conter as lágrimas. Olhei para a minha mãe, que estava a ver o jogo, e vi-a cheia de orgulho, a acenar-me, e tive consciência de que cumpri o meu sonho. Agora é continuar para mais sonhos."

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Natural de Setúbal, o esquerdino deu os primeiros passos ao serviço do Pinhalnovense e, em 2020, com apenas 13 anos, mudou-se da terra natal e do Vitória FC para a Casa do Dragão, tendo integrado o projeto da Dragon Force. Um começo de aventura em que nem tudo foram rosas. "No início, foi muito difícil. Sair de casa novo, ir para longe dos meus pais e dos meus amigos, ainda por cima para uma cidade movimentada como o Porto. Quase todos os dias ligava aos meus pais a chorar, a dizer que tinha saudades deles e que estava a ser difícil a minha adaptação cá. O meu pai ajudou-me muito a ultrapassar isso, deu-me forças para seguir em frente e muito ânimo até me adaptar. Nesse ano, também parti um dedo, foi um ano difícil", revelou o jovem extremo, que, agora, só pensa em voltar a ajudar a equipa a concretizar os seus objetivos. 

"Prometi a mim mesmo que tinha de voltar desta lesão ainda mais forte. Não sai da minha cabeça que tenho de dar sempre mais e melhor. O que podem esperar de mim é nada mais, nada menos do que o melhor e mais do que tenho feito até agora. Enquanto estiver cá, vou dar a minha vida, nem que parta as pernas, a cabeça ou os braços no campo. Podem sempre contar comigo e espero dar muitas alegrias aos adeptos do FC Porto", completou André Miranda. 

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Por José Miguel Machado
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