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André Silva contou à Sport TV como cortou o cordão umbilical com o FC Porto, na altura em que deixou os dragões. E também revelou os bastidores das negociações que o trouxeram de volta a casa. "Eu soube 15 minutos antes que íamos ter essa videochamada e para mim foi uma surpresa enorme. Agora posso dizer que fiquei a suar um pouquinho", revelou o avançado, em entrevista à Sport TV exibida na noite desta sexta-feira.
Sofria à distância com os jogos do FC Porto: "Sim, mas foi algo de que, no início, tentei emocionalmente afastar-me um pouco, porque era algo que eu não conseguia de todo controlar. Estar longe e sentir ao mesmo tempo perto... Acho que isso também me permitiu ter uma estabilidade emocional maior, mas sempre estive ligado, sempre fui acompanhando e sempre me fui sentindo perto."
Mudanças no FC Porto desde a tribuna até ao relvado: "Basicamente nas pessoas, porque no resto acho que aquilo que faz o clube são as suas tradições, os seus valores e isso acho que está bastante vincado. A raça com que se trabalha, a resistência com que as pessoas demonstram e manifestam todos os dias, todos os trabalhadores... Alguns que são conhecidos desde a minha altura, mas a maior parte foram só novas caras. Nota-se que os valores se mantêm e que são manifestados dentro da nossa casa e no nosso clube."
Farioli disse que foi das negociações mais rápidas de sempre: "Ao longo da minha carreira, principalmente no início, não tinha como expectativa voltar, também pela situação do clube, mas pela minha situação sabia que poderia ser complicada para o clube. E emocionalmente era algo que, se eu passasse um minuto a pensar, me abalava um pouco, então tentei afastar-me. Mas é verdade que nestes últimos anos tentei aproximar-me, à espera que alguma vez surgisse essa oportunidade. Neste caso os meus agentes sabiam perfeitamente qual era a minha vontade número um e acho que foi só surgir essa oportunidade da parte do clube, da parte do presidente e do míster. A primeira videochamada que tivemos foi... eu soube 15 minutos antes que íamos ter essa videochamada e para mim foi uma surpresa enorme. Posso dizer agora que fiquei a suar um pouquinho."
Ainda a videochamada: "Foi com o presidente André Villas-Boas, com o mister Faroli e com o meu agente. E foi uma surpresa porque não esperava que acontecesse através daquilo que ia ouvindo e ia sabendo. Mas surgindo a oportunidade, acho que foi algo que tinha de acontecer e foi no momento certo."
Conteúdo da conversa: "Já foi o míster a dizer a forma de jogar, a forma de ver o trabalho. O presidente também a demonstrar a razão pela qual estávamos a fazer aquela chamada. Acho que da minha parte já sabiam, mas eu também aproveitei para transmitir quais eram as minhas vontades. E depois foi uma questão de contrato e de números que rapidamente se solucionou."
Impressões de Farioli: "É um treinador à Porto. Acho que representa bastante bem os valores do clube e além disso traz uma parte única no que toca à sua personalidade. Mas posso dizer que é bastante exigente principalmente com os pormenores. É bastante rigoroso também com aquilo que pede e acho que procura bastante a união do clube, união tática, união de trabalho e que sejamos um dentro de campo e um fora de campo."
O que mais gostou no FC Porto 2025/26: "O ponto mais forte que me salta assim à mente é a estabilidade ao longo da época e... é isso, essa estabilidade em representar sempre e tentarem dar o máximo que podiam enquanto clube, enquanto jogadores de qualidade. Acho que foi sempre essa estabilidade e nunca baixar um ponto porque sempre estavam preparados para os desafios e para lutar."
Ideia de jogo de Farioli: "É tentar trabalhar a equipa como um todo, um bloco em que defendemos todos, atacamos todos, intensos, sem deixar o adversário respirar, o que faz com que também nós estejamos sempre preparados para não respirar. E por isso precisamos da parte física e mental para estar sempre atentos. E acho que é intensidade, união e trabalho."
Ideias para 2026/27: "O que aconteceu já aconteceu, já foi, já desfrutámos, já aprendemos e agora temos que trabalhar o dobro, dar um pouco mais daquilo que foi dado no ano passado. Principalmente porque somos isso, somos o alvo a bater. Temos a honra do clube para defender e é isso, trabalhar pelo nosso orgulho, por nós e contra todos que nos quiserem tirar do nosso sítio."