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A saída de Cardoso Varela do FC Porto, no verão de 2024, transformou-se num dos processos mais polémicos da história recente da formação portista. Ainda menor, o extremo abandonou o clube em litígio, acabando por rumar ao Dínamo de Zagreb através de um percurso que passou por um clube amador croata e motivou uma forte reação da SAD azul e branca, que denunciou o caso junto das instâncias internacionais por considerar terem sido contornadas as regras das transferências de menores.
André Villas-Boas nunca escondeu a indignação com todo o processo. "Foram-lhe vendidos sonhos falsos", afirmou o presidente portista, acrescentando que o jovem "acabou por se mudar para um clube amador na Croácia ao abrigo de uma lei de exceção". Noutra ocasião, o líder dos dragões garantiu que o FC Porto lutaria "até às últimas consequências" para impedir que situações semelhantes se repetissem, defendendo que "pessoas com más intenções" aproveitaram o caso para benefício próprio.
Agora, dias antes de ficar acertado o regresso ao FC Porto, Cardoso Varela foi alvo de duras críticas do antigo empresário, Andy Bara. Em entrevista ao portal croata Index, o agente acusou o extremo de problemas de disciplina, alegando que faltou a "cinco ou seis treinos" por adormecer e que chegou a destruir o apartamento onde vivia, causando prejuízos na ordem dos 15 mil euros. Bara justificou ainda o fim da relação profissional com estes episódios, acusações que surgem pouco depois de o jogador ter trocado de representante e passado a trabalhar com Pini Zahavi. A família negou e falou em retaliação por parte do agente.